Aos 13 anos, Thaís Barbosa deixou de frequentar a escola pública onde estudava na zona norte do Rio de Janeiro

Aos 13 anos, Thaís Barbosa deixou de frequentar a escola pública onde estudava na zona norte do Rio de Janeiro. Nos anos seguintes, enfrentou a dependência de crack, a violência e 12 anos vivendo nas ruas. Hoje, aos 34 anos, ela celebra uma conquista que parecia distante: a conclusão do ensino médio. Com o diploma em mãos, busca uma oportunidade no mercado de trabalho e uma nova perspectiva profissional.
“Você não tem mais vontade de fazer nada, é só aquilo ali. É só a droga. Virei usuária de crack e fiquei 12 anos na rua”, conta Thaís, que também sofreu episódios de violência durante esse período.
A mudança começou a ganhar forma quando ela conheceu o marido, ainda enquanto enfrentava a dependência química. Depois de engravidar, os dois passaram a planejar uma vida com mais estabilidade, incluindo a busca por emprego e moradia segura.
A educação se tornou parte central desse projeto. Para Thaís, retomar os estudos significava ampliar as possibilidades profissionais e recuperar uma etapa da formação que havia sido interrompida ainda na adolescência.
Como a educação ajudou Thaís a reconstruir a própria trajetória?
Sem ter concluído o ensino fundamental, Thaís encontrou no Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja) uma alternativa para voltar a estudar e obter a certificação escolar.
Na primeira tentativa, ela alcançou a pontuação necessária para concluir o ensino fundamental. Com o certificado, conseguiu trabalhar como camareira e arrumadeira, dando os primeiros passos na busca por estabilidade financeira. Mais no aratuon
Nenhum comentário:
Postar um comentário