Ana Paula Nunes destaca o perigo do uso da IA para substituir o tratamento terapêutico
Foto: Reprodução/Youtube/Portal Metro1

Segundo a especialista, a IA tende a validar tudo o que o usuário diz, sem confrontá-lo, o que prejudica a autocrítica: “Algumas crenças distorcidas podem ser reforçadas até o ponto em que a pessoa acredita que tudo o que faz está certo. Na vida real, não é assim. As discordâncias fazem parte de todos os ambientes”, alertou, mencionando o risco de enrijecimento psicológico, ou seja, quando o indivíduo é incapaz de suportar linhas de pensamento diferentes da própria.
Ana Paula comparou a ferramenta a um “afago emocional”, que não faz juízo de realidade. Ela acrescenta que nuances da comunicação, principalmente da linguagem não verbal, como o silêncio, não podem ser captadas pela tecnologia, mas que também fazem parte do processo de análise terapêutica.
A IA pode ajudar, segundo ela, a informar sobre os sintomas de um estresse agudo, por exemplo. O tratamento, a intervenção e os elementos essenciais da relação terapêutica, porém, não podem ser substituídos pela máquina.
A doutora também chamou atenção para o risco de dependência: “Além de oferecer um diálogo interminável, a plataforma estimula a busca constante por esse tipo de interação. A terapia, ao contrário, é baseada na autonomia, para que, em algum momento, o paciente possa seguir sem o profissional”, explica. Tudo no metro1
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