Dado foi divulgado pela Organização Internacional para as Migrações; combates entre houthis e forças governamentais voltaram a se intensificar
André de Sena, com informações da Reuters - SBT

Mais de 200 mil pessoas foram deslocadas de suas casas no Iêmen desde o início de setembro, quando os combates entre os rebeldes houthis, apoiados pelo Irã, e as forças governamentais, auxiliadas pela Arábia Saudita, voltaram a se intensificar. O dado foi divulgado nesta quarta-feira (7) pela Organização Internacional para as Migrações das Nações Unidas (OIM).
De acordo com o Ministério dos Transportes do Iêmen, os houthis atacaram o aeroporto internacional de Áden com mísseis balísticos e drones carregados de explosivos nessa quarta-feira (7). Um míssil caiu perto da pista de pouso minutos antes de um voo proveniente do Cairo pousar. A aeronave teve que ser desviada para Jeddah, a segunda maior cidade saudita.
O Aeroporto Internacional de Áden é a principal porta de entrada internacional para as regiões do Iêmen que não estão sob controle dos rebeldes.
Nos últimos dias, os combates têm se concentrado nas áreas ao redor do Estreito de Bab el-Mandeb, rota marítima que se tornou essencial para as exportações de petróleo após o início do conflito entre Irã e Estados Unidos, que causou um bloqueio no Estreito de Ormuz.
As forças governamentais tentam avançar pela colinas do distrito de Dhubab e recuperar a cidade de Mocha, que foi foi tomada pelos houthis em setembro. O controle dessa região montanhosa permitiria que as forças governamentais avançassem mais facilmente pelo restante da costa.
Os rebeldes vêm atacando a infraestrutura iemenita e saudita, inclusive aeroportos, refinarias de petróleo e oleodutos.
A coalizão liderada pela Arábia Saudita informou nessa quarta-feira (7) que interceptou e destruiu um míssil balístico houthi ao norte da capital do país, Riade. As autoridades sauditas afirmaram que estão rastreando e pretendem destruir a plataforma de lançamento de onde vêm os ataques. Ela fica na cidade de Sanaa, capital do Iêmen, sob controle dos rebeldes desde 2014.
Além disso, o porta-voz militar houthi, Yahya Saree, disse em comunicado que o grupo havia atacado o Aeroporto Internacional Rei Khalid, em Riade, com vários drones. Não houve confirmação imediata da Arábia Saudita sobre uma ofensiva contra o aeroporto.
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