Eleutério Mendes está com cerca de 50 pedras na vesícula

De acordo com a filha, Eleutério procurou inicialmente o Hospital Geral de Ipiaú (HGI), onde teria recebido a solicitação para realização de exames de sangue e ultrassonografia. A família decidiu realizar os procedimentos de forma particular e, conforme relata Maria Clara, os exames apontaram a presença de aproximadamente 50 cálculos na vesícula, além de cálculo na bexiga.
Após os resultados, a família buscou atendimento na rede básica de saúde. Segundo Maria Clara, uma médica da unidade de saúde fez um encaminhamento solicitando a internação do paciente para que fosse avaliada a realização da cirurgia de retirada da vesícula.
A filha afirma que, desde então, a família tem procurado o HGI repetidas vezes, mas o paciente recebe medicação para aliviar os sintomas e posteriormente é liberado para retornar para casa.
Na terça-feira (6), Eleutério voltou ao hospital acompanhado da família e levando os exames e encaminhamentos. Conforme o relato de Maria Clara, eles foram informados de que o paciente não poderia ser internado naquele momento e que seria necessário realizar o agendamento do procedimento cirúrgico.
A situação preocupa a família principalmente devido à persistência das dores. A filha afirma que o pai também vem enfrentando dificuldades para se alimentar e que as constantes idas ao hospital, sem uma definição sobre o tratamento, têm causado apreensão.
Maria Clara relata ainda que chegou a solicitar a possibilidade de transferência do pai para o Hospital Geral Prado Valadares, em Jequié, para avaliação e eventual realização do procedimento, mas, segundo ela, o encaminhamento não ocorreu.
HGI se posiciona sobre o caso
Procurada pelo GIRO, a direção do Hospital Geral de Ipiaú se manifestou sobre a reclamação. Em resposta encaminhada pela diretora Thais Cardoso, a unidade informou que, em respeito à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e ao sigilo das informações de saúde, não pode divulgar dados clínicos individualizados do paciente.
O hospital confirmou, no entanto, que o paciente foi atendido, medicado e submetido a avaliação e exames. Conforme a direção, após a avaliação médica, não foi identificada situação de urgência ou emergência que justificasse a realização imediata de cirurgia.
Ainda segundo o HGI, o paciente permaneceu em acompanhamento e posteriormente houve solicitação de alta por parte dos familiares. A unidade informou também que ele recebeu orientação e encaminhamento para o ambulatório de Cirurgia Geral, onde deverá ocorrer a programação do procedimento eletivo após a conclusão dos exames necessários. “O HGI permanece à disposição para os esclarecimentos cabíveis, preservando o sigilo e a legislação vigente”, informou a direção.
A família, por sua vez, mantém o pedido por uma solução diante das dores relatadas pelo paciente e espera que o procedimento cirúrgico seja realizado o mais breve possível.
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