Ao SBT News, candidato à Presidência pelo PCO propõe "polícia de cidadãos" e diz que liberação dos entorpecentes acabaria com organizações criminosas
Larissa Alves, Ranier Bragon

Ao justificar o fim da corporação e o armamento da população, o político argumentou que o modelo atual é ineficaz e marcado por denúncias de corrupção e violência. "Uma organização feita pela própria população e controlada pela própria população seria mais honesta e mais eficiente do que o tipo de polícia que nós nós temos hoje."
Questionado se a medida não geraria milícias, Pimenta sugeriu a criação de uma "polícia de cidadãos", citando o modelo dos Estados Unidos, onde chefes policiais seriam eleitos. Ele também rechaçou enquadrar facções como terroristas, alegando que a classificação seria um abuso usado para justificar meios ilegais de combate.
Na avaliação do presidenciável, o fortalecimento dessas organizações criminosas se deve especificamente à proibição dos entorpecentes. Segundo ele, legalizar as drogas tiraria o combustível financeiro dessas facções e resolveria o problema da criminalidade no país.
Pimenta defende cancelar pagamento da dívida pública
Na área econômica, Pimenta defendeu o cancelamento do pagamento da dívida pública, argumentando que a medida liberaria 50% do orçamento federal. Confrontado sobre os riscos de hiperinflação, minimizou os impactos de uma fuga de capitais e citou a Rússia como exemplo de país que vai bem economicamente mesmo sob bloqueio internacional.
O entrevistado também negou irregularidades apontadas na Operação Causa Própria, da Polícia Federal, que investiga suspeitas de direcionamento de fundos eleitorais para empresas de militantes do PCO. Pimenta sustentou que a sigla prestou contas e que as suposições da polícia não têm qualquer fundamento ou evidência.
Sobre a relação histórica com o Partido dos Trabalhadores (PT), o presidente do PCO declarou que a legenda "perdeu o rumo e se envolveu com a política tradicional". Ele explicou que voltou a apoiar Luiz Inácio Lula da Silva recentemente apenas por considerar o impeachment de Dilma Rousseff um golpe e por enxergar perseguição ilegal contra o petista.
Apesar de não ter chances de vitória apontadas pelas pesquisas, o político justificou sua candidatura como uma plataforma para apresentar as ideias da sigla à população. Ele ressaltou que o PCO é formado por trabalhadores, não recebe apoio de empresários e atua em movimentos sociais o ano inteiro.
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