Pesquisa Atlas/Bloomberg aponta que 20,9% acreditam que reflexos do caso Master na Corte impactam mais a candidatura do filho de Jair Bolsonaro (PL)
Felipe Moraes - SBT
Sessão plenária do Supremo em 16 de setembro | Divulgação/Alejandro Zambrana/STF

Pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada nesta quinta-feira (17) mostra que 49,5% dos eleitores acham que a crise institucional entre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) causada pelo caso do Master, do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, prejudica mais a campanha do presidente Lula (PT) à reeleição do que a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Para 20,9%, as cisões internas na Corte afetam mais a campanha do senador, enquanto 14,4% acreditam que reflexos negativos atingem ambos os presidenciáveis igualmente. Outros 6,7% afirmam não ver impactos para nenhum dos dois e 8,6% não souberam responder.

Percepção do eleitorado sobre impactos da crise Master-STF nas candidaturas de Lula e de Flávio Bolsonaro | Reprodução/Atlas Bloomberg
Essa percepção parece se refletir nas intenções de voto para presidente em meio à indefinição do STF sobre abrir ou não uma investigação contra Alexandre de Moraes por mensagens a um contato atribuído ao ministro encontradas no celular de Vorcaro. O julgamento iniciado na terça (15) pode ficar pausado até 90 dias após pedido de vista (mais tempo para análise) de Flávio Dino.
Nos dados divulgados hoje, o parlamentar aparece numericamente à frente do petista pela segunda semana seguida em cenário de segundo turno: saiu de 46,4% em 9 de setembro para 47,2% em 16/9; já o mandatário subiu 0,6 ponto percentual, de 46,2% para 46,8%.
Na Quaest publicada na segunda (14), Flávio liderou simulação de segundo turno contra Lula (42% a 40%) pela primeira vez desde abril.
A conduta do relator de inquérito do Master, André Mendonça, em relação ao relatório da Polícia Federal (PF) que reúne as conversas do ex-banqueiro deverá ser analisada pela Corte em 23 de setembro. O SBT News mostrou que, apesar de estar marcada, a tendência é que a sessão seja cancelada. Mais no sbtnews
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