Expectativa é de corte de 0,25% na Selic pelo Banco Central; nos Estados Unidos, mercado projeta primeira alta na taxa desde julho de 2023
Felipe Moraes-SBT
Fachadas do Banco Central e do Federal Reserve | Divulgação

Economias de Brasil e Estados Unidos vivem mais uma "superquarta" hoje (16), com expectativa de mudanças nas taxas de juros dos dois países em decisões a serem tomadas pelo Banco Central (BC) e pelo Federal Reserve (Fed), a autoridade monetária norte-americana. Estimativas apontam redução no índice brasileiro e primeiro aumento nos EUA em mais de três anos (leia mais abaixo).
Por aqui, o Comitê de Política Monetária (Copom) encerra reunião iniciada nessa terça (15) e deve anunciar alteração na taxa Selic a partir das 18h30. A projeção do mercado financeiro é de um corte de 0,25%, reduzindo o patamar de 14% ao ano para 13,75%.
Caso se concretize, essa será a quinta diminuição seguida na taxa básica de juros da economia brasileira, colocando a Selic no menor nível desde o início de 2025 — ficou em 13,25% de janeiro a março do ano passado.
Divulgado na segunda (14), o mais recente Boletim Focus, pesquisa semanal do BC junto a instituições financeiras, manteve a estimativa em 13,25%, prevendo que o corte de hoje será o último do ano. A sétima reunião do Copom em 2026 será em 3 e 4 de novembro; a oitava e última, nos dias 8 e 9 de dezembro.
A taxa é o principal instrumento do BC para controle da inflação. Em agosto, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou queda de -0,32%. A alta é de 3,11% no ano e de 4,22% nos últimos 12 meses.
Ambos os índices figuram dentro da meta de inflação, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) em 3% a partir de janeiro de 2025, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima e para baixo — ou seja, de 1,5% a 4,5%.
Já nos Estados Unidos, a expectativa é pela primeira elevação de juros em mais de três anos. A última alta ocorreu em julho de 2023, quando a taxa subiu 0,25% e ficou na faixa de 5,25% a 5,5% ao ano.
Ferramenta do CME Group que reúne projeções do mercado para decisões do banco central norte-americano, a FedWatch aponta que 92,5% dos analistas financeiros estimam reajuste de 0,25 ponto, para o intervalo entre 3,75% e 4% ao ano.
A pressão inflacionária mundial por causa da disparada nos preços do petróleo, impactados pelo conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã no Oriente Médio, segue refletindo na economia dos EUA.
Em agosto, a inflação ao consumidor subiu 0,4% na variação mensal, puxada por altas nos preços de energia, gasolina e moradia. Em 12 meses, a variação marcou 3,4%, acima da meta de 2%.
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