
Rinaldo de Oliveira / SNB
Pesquisadores da USP desenvolveram nanopartículas que conseguiram reduzir a resposta imunológica ligada ao vitiligo e estimular a volta da pigmentação em testes com camundongos em 15 dias. - Foto: James Heilman, MD/Wikimedia Commons
Uma nova tecnologia desenvolvida por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) conseguiu repigmentar a pele com vitiligo em testes realizados com camundongos. Os animais receberam o tratamento durante 15 dias e apresentaram resultados considerados promissores pela equipe.
A pesquisa, publicada no Jornal da USP, é desenvolvida na Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP-USP) e faz parte do trabalho de doutorado da farmacêutica Ana Vitória Pupo Silvestrini, orientada pela professora Maria Vitória Lopes Badra Bentley.
O tratamento experimental usa nanopartículas para levar diretamente à pele uma combinação de piperina e moléculas de RNA capazes de interferir em mecanismos envolvidos no desenvolvimento do vitiligo. Os resultados específicos dos testes em animais ainda não foram publicados em artigo científico e o tratamento não está disponível para pacientes, mas os pesquisadores querem agora avançar para estudos em seres humanos.
Como funciona
O vitiligo é a doença autoimune que Michael Jackson tinha. Ela afeta entre 0,5% e 2% da população mundial, o que corresponde a cerca de 95 milhões de pessoas. A condição faz as células responsáveis pela pigmentação da pele, chamadas melanócitos, serem atacadas pelo próprio sistema imunológico.
Por isso, a equipe da USP decidiu tentar atacar a doença por diferentes caminhos ao mesmo tempo. As nanopartículas desenvolvidas pelos pesquisadores carregam RNAs de silenciamento, pequenas moléculas capazes de reduzir a atividade de alvos envolvidos na resposta imunológica que contribui para a destruição dos melanócitos. Mais no sonoticiaboa
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