Vergonha, comparações e expectativas estão entre os fatores que levam homens a procurar o procedimento, segundo especialista
Por Marcos Flávio Nascimento * bahia.ba
Foto: bahia.ba
A farmacêutica esteta Karine Andrade falou sobre a pressão estética em torno do tamanho do pênis e como a insatisfação com o próprio corpo pode afetar a autoestima masculina. As declarações foram dadas em entrevista ao bahia.ba, na qual a especialista também abordou a influência da pornografia e da comparação entre homens.
Segundo Karine, a vergonha ainda acompanha muitos pacientes antes mesmo da realização do procedimento. A especialista relata que alguns homens demonstram preocupação até com a possibilidade de encontrar outras pessoas na recepção da clínica, por medo de que alguém descubra o motivo da consulta.
A insegurança, de acordo com ela, pode começar ainda na infância e na adolescência, período em que comparações sobre tamanho e comprimento do órgão são comuns em rodas de conversa entre meninos. Na vida adulta, essas experiências podem continuar influenciando a percepção que o homem tem do próprio corpo.
Karine contou o caso de um paciente diagnosticado com micropênis que, apesar de ser casado, ter filhos e manter uma vida sexual ativa, sentia-se excluído quando o assunto surgia entre outros homens. Pastor, ele também enfrentava um conflito entre a posição de liderança que exercia e a própria insegurança.
“Então, numa roda de conversa, ele estava totalmente excluído. Isso mexia com ele. Inclusive, esse rapaz era pastor. Tinha relacionamento, tinha filhos, tinha tudo”, relatou.
Segundo a especialista, o paciente precisou superar diferentes barreiras até procurar ajuda profissional. “Tô constrangido, com vergonha. Porque você é mulher. Vergonha de tirar a roupa e fazer um procedimento”, teria dito o homem durante o atendimento. Karine afirma que a situação já provocava angústia e afetava diretamente a forma como ele se enxergava.
Pornografia pode criar expectativas irreais
Outro fator abordado pela especialista foi o consumo de pornografia. Segundo Karine, referências vistas nesse tipo de conteúdo podem criar expectativas difíceis ou impossíveis de serem reproduzidas em procedimentos estéticos. Confira a entrevista completa: bahia.ba

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