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quarta-feira, 26 de agosto de 2026

Quaest mostra Lula e Flávio empatados com 30% em SP

Presidente tem de 29% a 30% das intenções de voto, a depender da presença de Pablo Marçal no pleito; senador tinha 34% em julho e agora tem 30%
SBT News
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) | Reprodução
Pesquisa Quaest divulgada nesta terça-feira (25) mostra que o eleitorado paulista se divide igualmente entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no primeiro turno das eleições, com 30% das intenções de voto para cada um.

Esse cenário considera a presença do empresário Pablo Marçal (PRTB), que está inelegível e foi proibido de acessar os fundos de campanha. Sem Marçal, Lula marca 29%. Ainda assim, há empate técnico na margem de erro com Flávio.

Os demais candidatos aparecem bem atrás no maior colégio eleitoral do país, com 34,1 milhões de eleitores: Ronaldo Caiado (PSD) tem 4%; Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão), 3%; e Augusto Cury (Avante), 2%.

Desde o levantamento de julho, Flávio oscilou para baixo – tinha 34% das intenções de voto – e Lula se manteve no mesmo patamar. A pesquisa não avaliou o cenário de um eventual segundo turno.

O resultado contrasta com a avaliação do governo Lula entre os paulistas: 58% desaprovam a gestão federal, enquanto 37% aprovam e 5% não têm opinião formada. Também não reflete no nome apoiado por Lula no estado, o ex-ministro Fernando Haddad (PT), que perderia ainda no 1º turno para o atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), conforme a Quaest.

Mesmo assim, o bom desempenho em São Paulo é central na estratégia da campanha lulista pela magnitude de votos que entrega. Embora Lula tenha perdido para o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em 2022 por uma diferença de aproximadamente 3 milhões de votos em São Paulo, essa margem foi significativamente encurtada em relação a 2018 – quando Haddad havia perdido por mais de 8 milhões.

Por essa razão, impedir a reeleição de Tarcísio logo de cara é uma das principais tarefas atribuídas a Haddad. O esforço é para manter o atual governador ocupado nas três semanas de campanha para o segundo turno de modo a evitar que esteja livre para ajudar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no resto do país.

A Quaest entrevistou 1.800 eleitores de São Paulo de 21 a 24 de agosto. O levantamento tem margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos em um intervalo de confiança de 95%. O registro na Justiça Eleitoral é SP-06946/2026.

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