Por Raquel Lopes | Folhapress

Um laudo da Polícia Federal estima em cerca de R$ 40 bilhões os prejuízos causados à União pelo desastre ambiental relacionado à exploração de sal-gema pela Braskem em Maceió.
O caso veio à tona em 2018, após o afundamento do solo atingir cinco bairros da capital alagoana. O desastre levou à desocupação das áreas afetadas e à realocação de mais de 60 mil famílias.
Esse é um dos laudos que embasaram a denúncia apresentada pelo MPF (Ministério Público Federal), que atribui parte dos danos à chamada "lavra ambiciosa" promovida pela petroquímica.
A Braskem diz, em nota, que a extração de sal-gema seguiu as melhores práticas do setor, com licenças e fiscalização dos órgãos competentes. Rebate a acusação de "lavra ambiciosa" atribuída a ela pelo MPF e alega não reconhecer os prejuízos financeiros nem o valor mencionado.
Considera-se ambiciosa, segundo o Código de Mineração, "a lavra conduzida sem observância do plano pré-estabelecido, ou efetuada de modo a impossibilitar o ulterior aproveitamento econômico da jazida".
A companhia afirma ainda que exercerá sua defesa no processo, que cumpre as obrigações assumidas com as autoridades e que encerrou definitivamente a extração de sal-gema.
Na denúncia, o MPF pede que, em caso de condenação, os responsáveis sejam obrigados a reparar os danos ambientais, incluindo as perdas sofridas pela União com a redução da capacidade de exploração da jazida. Na época, parte expressiva da reserva de sal-gema ainda não havia sido explorada. Mais no bahianoticias
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