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sábado, 8 de agosto de 2026

Após não declarar bens ao TSE, Moema Gramacho diz que a “política nunca foi instrumento de riqueza”

Foto: Divulgação
A candidata a deputada federal Moema Gramacho (MDB) se pronunciou sobre a repercussão da ausência de bens declarados em seu registro de candidatura à Justiça Eleitoral. Com quase três décadas de vida pública, a ex-prefeita de Lauro de Freitas afirmou que sempre viveu do próprio salário e que construir patrimônio pessoal nunca foi o objetivo de sua atuação política.

A declaração responde à repercussão gerada ao longo da semana, depois que o painel de Divulgação de Candidaturas e Contas Eleitorais (DivulgaCand), do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mostrou que Moema declarou não possuir nenhum bem em seu nome. O patrimônio zerado chamou atenção por contrastar com a longa trajetória dela em cargos públicos.

Ao comentar o tema, Moema recorreu a um ensinamento que diz ter recebido do pai. "A herança que meu pai me deixou foi um travesseiro de ouro. Ele sempre dizia que a nossa maior riqueza era poder colocar a cabeça no travesseiro e dormir com a consciência tranquila, porque a honestidade sempre recompensaria. É esse ensinamento que carrego comigo até hoje", afirmou.

A candidata destacou ainda que, embora tenha apenas uma filha, sempre ajudou a sustentar uma família numerosa. "Sempre vivi do meu salário e, apesar de ter apenas uma filha, sustentei e sustento uma família numerosa, buscando oferecer a eles o conforto e a dignidade que merecem. Ajudar as pessoas a terem sustento, dignidade e o mínimo de conforto sempre foi prioridade para mim. Enriquecer através da política, nunca", declarou.

Moema também afirmou ter conduzido suas gestões com transparência e respeito ao dinheiro público ao longo dos 16 anos à frente da Prefeitura de Lauro de Freitas. Para ela, a repercussão em torno da falta de patrimônio revela uma inversão de valores no debate público.

"O que me espanta é a inversão de valores. Parece chamar mais atenção a ausência de acúmulo de bens de uma mulher que dedicou décadas à vida pública do que o enriquecimento de alguns políticos sem justificativa e sem sequer prestar contas adequadamente sobre o uso do dinheiro público. A política, para mim, nunca foi instrumento de enriquecimento pessoal. Sempre foi instrumento para transformar a vida das pessoas", concluiu.

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