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quinta-feira, 16 de julho de 2026

Cota da China corta 35% da demanda por carne brasileira

Setor diz que frigoríficos já reduzem abates, dão férias coletivas e fazem demissões
Caio Barcellos*sbt
Gado em pasto aberto
A cota imposta pela China reduziu em aproximadamente 35% o espaço disponível para a carne bovina brasileira no principal mercado externo do setor, segundo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC).

A avaliação foi apresentada nesta quinta-feira (16), em Brasília, pelo presidente da entidade, Roberto Perosa, durante o lançamento do Beef Report 2026. Segundo ele, a indústria já sente em julho os efeitos da redução da demanda chinesa.

Em dezembro de 2025, a China estabeleceu para o Brasil uma cota anual de 1,106 milhão de toneladas de carne bovina. Os embarques dentro desse limite continuarão sujeitos à tarifa de importação de 12%. Depois que o volume for atingido, as vendas excedentes pagarão uma sobretaxa de 55%, elevando a tributação total para 67%.

“Isso faz com que a gente tenha que repensar todo o modelo que está implementado no Brasil. Nós atingimos um alto grau de produção, de produtividade, mas agora o principal mercado que demandava essa carne não está demandando mais no mesmo volume”, declarou.

A medida de salvaguarda chinesa terá duração de três anos e não se restringe ao Brasil. Perosa afirmou, porém, que o impacto é particularmente relevante para o país porque o país asiático foi determinante para a expansão da produção e dos abates nos últimos anos.

Em 2025, o Brasil vendeu aproximadamente 1,676 milhão de toneladas de carne bovina ao mercado chinês. A China permaneceu como principal destino do produto brasileiro, seguida por Estados Unidos (271,8 mil t) Chile (136,2 mil t), União Europeia (128,9 mil t) e Rússia (126,4 mil t). Mais no sbtnews

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