
Fotos: Divulgação
O crescimento da cadeia produtiva asinina no Brasil tem tido desafia que vão além dos desafios econômicos e produtivos. Via BN
Para o zootecnista e administrador agropecuário Alex Bastos, entidades contrárias ao aproveitamento econômico dos jumentos têm divulgado informações que, na avaliação dele, dificultam o desenvolvimento de uma atividade capaz de gerar emprego, renda e oportunidades para o semiárido nordestino.

O especialista diz que a mecanização do campo reduziu o uso da espécie nas atividades rurais. Com isso, muitos jumentos deixaram de integrar os cadastros produtivos formais e passaram a viver soltos em áreas rurais, margens de rodovias e outros espaços sem monitoramento sistemático.
"A redução dos registros oficiais não pode ser interpretada automaticamente como redução proporcional da população. É preciso diferenciar abandono de extinção. A diminuição da presença dos animais nas atividades tradicionais não significa necessariamente o desaparecimento biológico da espécie", completou.
Ele avalia que a disseminação de informações sem critérios técnicos traz impactos sobre o setor, como dificuldade para atrair investimentos privados, ampliar pesquisas científicas e desenvolver projetos voltados à conservação genética e à reprodução assistida.
"Tecnologias como a Injeção Intracitoplasmática de Espermatozoide (ICSI) permitem preservar linhagens, ampliar a variabilidade genética e fortalecer os rebanhos. São ferramentas importantes para garantir o futuro da espécie", acrescentou.
Outro ponto destacado por Bastos é o potencial agroindustrial da atividade. O aproveitamento de produtos derivados dos asininos é regulamentado pelo Ministério da Agricultura e segue as normas estabelecidas pelo Regulamento da Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal (Riispoa), que determina critérios rigorosos de inspeção, rastreabilidade e bem-estar animal.
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