Capa da 2ª edição do Anuário da Justiça Saúde Suplementar

No ecossistema da saúde suplementar, a operadora é o “sol” em torno do qual os outros atores orbitam. Ela não é apenas uma empresa que recebe mensalidades; seu papel é multifacetado, atuando como gestora de risco, pagadora e organizadora do cuidado. Sua missão central é a de mutualismo, ou seja, coletar recursos de muitos (os beneficiários) para pagar as despesas de poucos que adoecem.
São as empresas que comercializam e gerenciam os planos. Elas assumem o risco assistencial. Podem ser medicinas de grupo, cooperativas (como as Unimeds), seguradoras especializadas em saúde ou autogestão (empresas que cuidam do plano dos próprios funcionários).
Para desempenhar seu papel, a operadora calcula matematicamente quanto deve cobrar hoje para conseguir pagar uma cirurgia caríssima daqui a cinco anos. Por lei, ela deve manter reservas técnicas (dinheiro parado e aplicado) para garantir que, se todos os seus usuários precisarem de atendimento ao mesmo tempo, ela tenha como pagar.
Existem hoje no Brasil 668 operadoras de plano de saúde ativas e com beneficiários. A maior delas em volume de receitas é a Bradesco Saúde, seguida pela SulAmérica, Amil, Hapvida e Unimed Nacional. Já em número de segurados, a campeã é a Hapvida, seguida pelo Bradesco, SulAmérica e Amil. Somadas, as dez maiores operadoras têm 42% dos beneficiários e 50% das receitas de contraprestação, que corresponde ao total arrecadado com as mensalidades pagas pelos usuários no ano (dados da ANS, referentes ao período de março de 2025 a fevereiro de 2026). Mais na conjur
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