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segunda-feira, 4 de maio de 2026

Vacinação contra gripe deve ser intensificada antes do inverno, alerta Ministério da Saúde


A circulação do vírus da influenza começou mais cedo em 2026, levando o Ministério da Saúde a reforçar o alerta para a importância da vacinação, especialmente entre crianças, gestantes e idosos — grupos mais vulneráveis a complicações e hospitalizações. A orientação é ampliar a cobertura vacinal antes da chegada do inverno, período em que a transmissão tende a se intensificar. Redação da Agência de Notícias da Aids

Dados atualizados até 18 de abril apontam que o país já registrou cerca de 5,5 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) por influenza, com 352 mortes. Apesar do início antecipado da circulação do vírus, a expectativa das autoridades sanitárias é de que o pico de casos em 2026 seja inferior ao observado no mesmo período do ano passado.

Em alguns estados, como Goiás, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Espírito Santo, Tocantins e o Distrito Federal, já há sinais de desaceleração ou estabilização dos casos. Ainda assim, outras 17 unidades da federação continuam apresentando tendência de crescimento nas últimas semanas, o que mantém o cenário de atenção.

A Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza teve início em 28 de março nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste, com previsão de término em 30 de maio. Até o momento, mais de 17 milhões de doses foram distribuídas, das quais 11,6 milhões já foram aplicadas nos públicos prioritários.

Para ampliar o alcance da campanha, o governo federal também passou a utilizar aplicativos de comunicação para divulgar informações oficiais e incentivar a adesão à vacinação. Na Região Norte, a estratégia segue um calendário diferente, sendo realizada no segundo semestre devido às características climáticas locais.

A vacinação contra a gripe é atualizada anualmente, uma vez que o vírus sofre mutações frequentes. Segundo análises da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), o imunizante pode reduzir hospitalizações em até 40% entre adultos e alcançar até 75% de efetividade em crianças. A vacina pode ser administrada juntamente com outros imunizantes do Calendário Nacional, incluindo a vacina contra a Covid-19.

Proteção contra bronquiolite em bebês
Além da vacina contra a influenza, o Sistema Único de Saúde (SUS) também oferece imunização contra o vírus sincicial respiratório (VSR) para gestantes a partir da 28ª semana de gravidez. A medida visa proteger os bebês nos primeiros meses de vida, período de maior vulnerabilidade.

Outra estratégia adotada recentemente foi a incorporação do nirsevimabe ao SUS, em fevereiro deste ano. O medicamento é indicado para recém-nascidos prematuros e crianças de até 23 meses com condições de risco, como cardiopatias congênitas, doenças pulmonares crônicas, imunodeficiências e síndrome de Down.

Diferente das vacinas tradicionais, o nirsevimabe é um anticorpo monoclonal que oferece proteção imediata após a aplicação, sem depender da resposta imunológica do organismo ao longo do tempo. A inclusão do medicamento reforça as ações de prevenção a casos graves de bronquiolite entre bebês no país.

Diante do cenário, autoridades de saúde reforçam que a vacinação segue como a principal ferramenta para reduzir complicações, internações e mortes causadas por vírus respiratórios.

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