Senador desembarcou em Washington na última segunda-feira (25) para tentar um encontro com o presidente norte-americano
Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado | Divulgação/The White House

A viagem ocorre em um momento de desgaste de imagem provocado após a divulgação de áudios que expuseram a ligação entre Flávio e o dono do banco master, investigado por fraudes financeiras. Nas mensagens obtidas pelo portal The Intercept Brasil, o senador negocia um repasse de R$ 134 milhões diretamente com o banqueiro para financiar "Dark Horse", cinebiografia que conta a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A expectativa dos aliados de Flávio é a de que a reunião ocorra na tarde desta terça-feira. Pessoas ligadas ao senador avaliam, nos bastidores, que estar ao lado de Trump poderia auxiliar Flávio a reposicionar a campanha num momento de turbulências após a divulgação das mensagens com Vorcaro. Líder da oposição na Câmara, o deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB), afirmou ao GLOBO que o encontro é visto de forma estratégica dentro do PL.
Os aliados avaliam ainda que ambos tratem de temas de interesse de Trump, como o combate ao crime organizado, com a equiparação de facções brasileiras a organizações terroristas, como defende o governo americano.
Apesar de interlocutores de Flávio minimizarem os impactos da crise de imagem que o senador, a primeira pesquisa Datafolha divulgada após o episódio com Vorcaro aponta piora no cenário eleitoral para o parlamentar. Lula ampliou de 3 para 9 pontos percentuais a vantagem sobre Flávio em uma simulação de primeiro turno: agora aparece com 40% das intenções de voto, ante 31% do senador.
Flávio não consta na agenda de Trump
A agenda de Trump divulgada pela Casa Branca inclui apenas uma visita ao Centro Médico Militar Walter Reed e reuniões políticas reservadas no Salão Oval da instituição.
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