Suspeito tentou deixar a residência após chegada da polícia, mas foi detido
Naiara Ribeiro/SBT
Homem é morto pela polícia após fazer ex-companheira refém na zona leste de São Paulo | Reprodução SSP

Uma mulher vítima de violência doméstica conseguiu pedir ajuda à Polícia Militar ao fingir um pedido de pizza durante uma ligação para o telefone de emergência 190, na noite de sexta-feira (23), no Jardim São Francisco, na zona sul de São Paulo.
Segundo a PM, a mulher simulou um pedido de delivery para não levantar suspeitas do companheiro. Durante a ligação, a atendente do 190 percebeu que o suposto pedido de pizza era, na verdade, um pedido de socorro. A vítima continuou a conversa tensa, mas como se estivesse pedindo uma pizza e chegou a pedir que ligassem para o celular dela quando o “motoboy” saísse para a entrega, alegando que morava nos fundos do quintal e poderia não ouvir a chegada.
Ao fim da ligação, uma equipe da Polícia Militar foi enviada ao endereço. Ao chegarem ao local, os policiais fizeram contato por telefone e avisaram que “a pizza havia chegado”.
A vítima saiu da residência nervosa e com tremores. Ela contou aos agentes que estava sendo agredida pelo companheiro e afirmou que ele possuía uma arma de fogo em casa.
Pouco depois, o suspeito tentou deixar o imóvel carregando mochila, capacete e algumas roupas, mas foi abordado e detido pelos policiais.
Durante as buscas na residência, a PM encontrou um revólver calibre .38 com numeração raspada e cinco munições intactas.
A mulher relatou que havia sido empurrada contra a parede e que o agressor tentou forçá-la a manter relação sexual contra a vontade dela, na frente da filha, de 3 anos. Segundo o depoimento, o homem também teria usado um espelho para agredi-la.
A criança foi atingida por estilhaços de vidro e sofreu ferimentos aparentes nos olhos. Ela foi levada ao Hospital M’Boi Mirim para exames.
O caso foi encaminhado ao 47º Distrito Policial. O homem permaneceu preso por crimes como lesão corporal no contexto de violência doméstica, ameaça, violência psicológica contra a mulher, dano, perigo para a vida e posse ilegal de arma de fogo.
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