Fonte iraniana diz que questão nuclear não integra acordo preliminar com os EUA; Trump diz que não há pressa para acordo e chama críticos de "perdedores"
Com informações da Reuters , Gabriel Durvalino/SBT

Uma fonte do governo iraniano afirmou à agência Reuters neste domingo (24) que Teerã não aceitou entregar seu estoque de urânio altamente enriquecido. A questão nuclear do Irã não faria parte do acordo preliminar de paz que está sendo negociado com os Estados Unidos, afirma a fonte.
“A questão nuclear será abordada nas negociações para um acordo final e, portanto, não faz parte do acordo atual. Não houve acordo sobre o envio do estoque de urânio altamente enriquecido do Irã para fora do país”, afirmou.
Sem pressa para acordo
O presidente norte-americano comunicou aos seus representantes que não devem se apressar para fechar qualquer acordo com o Irã, enquanto seu governo minimiza as expectativas que surgiram na véspera de um avanço iminente nas negociações. Segundo a Casa Branca, alguns detalhes do acordo ainda estão sendo discutidos.
O bloqueio dos EUA aos navios iranianos no Estreito de Ormuz “permanecerá em pleno vigor e efeito até que um acordo seja alcançado, certificado e assinado”, escreveu Trump no Truth Social.
“Ambos os lados devem levar seu tempo e fazer as coisas direito”, ressaltou o presidente americano.
Não houve resposta imediata do governo do Irã. No entanto, a agência de notícias Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária Iraniana, afirmou que os Estados Unidos ainda bloqueiam pontos de um possível acordo, incluindo a exigência de Teerã pela liberação de fundos congelados.
Neste domingo (24) Donald Trump, fez um post em sua rede social Truth Social em que ataca aqueles que criticam um possível acordo para encerrar a guerra de três meses com o Irã, chamando-os de "perdedores".
“Então não deem ouvidos aos perdedores, que criticam algo que desconhecem completamente”, publicou Trump.
No sábado (23), Donald Trump afirmou que Washington e o Irã haviam “negociado em grande parte” um memorando de entendimento para um acordo de paz que reabriria o Estreito de Ormuz. Antes do conflito, a região era responsável por cerca de um quinto das remessas globais de petróleo e de gás natural liquefeito.
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