Marcelo Queiroz é investigado por suspeita de fraude em contratos de castração e esterilização de animais ligados à Secretaria de Agricultura do Rio
O deputado Marcelo Queiroz (PSDB-RJ) no plenário da Câmara | Bruno Spada/Câmara dos Deputados

SBT News - O deputado federal Marcelo Queiroz (PSDB-RJ) negou nesta terça-feira (12) ter enriquecido ilicitamente em um esquema de fraude em licitações e contratos para castração de animais ligados à Seapa (Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Rio de Janeiro). Queiroz foi alvo de busca e apreensão na operação Castratio da Polícia Federal (PF).
A investigação indica ainda que o deputado teve um crescimento patrimonial de 665% de 2022 a 2024, chegando a R$ 7,6 milhões. Queiroz, porém, afirmou em vídeo publicado no Instagram que o enriquecimento não tem origem ilícita é provém do ganho de uma herança após a morte do pai, o procurador-geral da Fazenda Cid Heraclito de Queiroz, em abril de 2023.
“Infelizmente, isso foi decorrente, talvez, um dos episódios mais tristes da minha vida. Foi a morte do meu pai. Isso, basicamente, é uma herança. Eu sou filho único, totalmente comprovado, com imposto pago, tudo organizado", disse o deputado.
Queiroz foi secretário da Seapa de 2019 a 2022, nos governos Wilson Witzel (então no PSC) e Cláudio Castro (PL). A PF diz que identificou indícios de direcionamento, superfaturamento e fraude à licitação em contratos da Seapa com uma empresa privada de castração e esterilização de animais. A soma dos contratos sob suspeita chega a R$ 200 milhões.
As fraudes estariam ligadas à empresa Consuvet – Soluções em Saúde Animal, em contratos do programa estadual RJPET, de castração gratuita. Antônio Emílio Santos, diretor-geral de Administração e Finanças da Secretaria na gestão de Marcelo Queiroz, virou sócio da Consuvet dois meses após a empresa vencer a licitação. Ele atuava diretamente nos processos de contratação.
Queiroz se notabilizou como ums dos principais defensores da causa animal tanto no Rio quanto na Câmara. Mas, conforme a PF, “o engajamento do político com a causa animal foi decorrente, principalmente, desses contratos fraudados, gerando votos e prestígio político". Mais no sbtnews
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