Vladimir Timerman foi processado pelo escritório de Viviane Barci de Moraes, mas a Justiça rejeitou a queixa-crime
Investidor que denunciou Master deve prestar depoimento na CPI do crime Organizado | Reprodução/redes sociais
Um dos gestores financeiros mais críticos ao grupo de Daniel Vorcaro, Vladimir Timerman, afirmou à coluna estar preparado para depor na CPI do Crime Organizado. Ele promete dar detalhes sobre o esquema fraudulento que deixou um rombo de mais de R$ 50 bilhões no sistema financeiro brasileiro.
Investidor lesado pelo Master, Timerman procurou o Ministério Público Federal, ainda em 2023, e formalizou denúncia contra Nelson Tanure, sócio oculto de Daniel Vorcaro, e o banco Master.
O investidor, que viu o patrimônio minguar, prepara slides com todas as informações que ele levou ao MPF, Banco Central e à Polícia Federal nos últimos quatro anos.
Desde que começou a denunciar o esquema, Timerman foi alvo de várias queixa-crimes dos envolvidos na fraude, que o acusaram de calúnia, difamação e stalking. Em um dos casos, quem processou o investidor foi o escritório de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, que acusou Timerman de caluniar o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O escritório sustentava que o investidor estaria divulgando informações falsas para provocar oscilação no mercado financeiro.
A defesa de Vorcaro perdeu a ação e o banqueiro ainda foi condenado a pagar os honorários advocatícios para Timerman.
A convocação de Vladirmir Timerman foi aprovada nesta quarta-feira (11). O relator, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), defende que testemunhas e envolvidos no caso do banco Master devem ser ouvidos na comissão que investiga a ação das facções criminosas, porque existe a suspeita que o dinheiro do crime tenha sido lavado pelos fundos envolvidos no escândalo do mercado financeiro.
Timerman disse que já tentaram intimidá-lo e fazer com que ele recuasse nas denúncias. Mas ele garante que resistiu e promete agora ajudar o trabalho da CPI.

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