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segunda-feira, 30 de março de 2026

Redes sociais terão de enfrentar mais de 2,4 mil ações nos EUA

Milhares de peticionários se preparam nos EUA para uma guerra total contra plataformas de rede social
Freepik
Ancorados em duas decisões judiciais que, durante a semana, obrigaram duas bigtechs a pagar indenizações milionárias pelos danos que causaram à saúde mental de crianças e adolescentes, milhares de peticionários se preparam, nos EUA, para uma guerra total contra algumas plataformas de rede social.

Os peticionários, que incluem adolescentes, grupos de pais, distritos escolares e procuradores-gerais de 40 estados, moveram mais de 2,4 mil ações indenizatórias contra a Meta (Facebook, Instagram), o YouTube (da Google, TikTok e a Snap (Snapchat). Os primeiros julgamentos das ações devem começar em maio e podem tramitar por um período de dois anos. Elas incluem cerca de 1,6 mil ações consolidadas.

O objetivo dessa enxurrada de ações é minar a resistência das plataformas de rede social a redesenhar seus produtos, para deixar de causar danos mentais a menores de idade. Os peticionários querem que as bigtechs parem de usar recursos que viciam crianças e adolescentes em seus produtos e façam mais para protegê-las contra conteúdo danoso.

Os advogados dos peticionários acreditam que se continuarem a ganhar um número suficiente de casos, a certo ponto as bigtechs chegarão à conclusão de que é mais simples promover as mudanças consideradas necessárias do que continuar brigando na justiça.

“Guerra” semelhante ocorreu na década de 90 contra a indústria do tabaco. Fabricantes de cigarros foram então acusadas de esconder informações sobre os danos que o fumo causa aos fumantes. Em 1998, as empresas concordaram em pagar uma indenização de US$ 206 bilhões a 40 estados e a parar de fazer marketing dirigido a menores. Regulamentos rigorosos foram aprovados e o consumo de cigarro declinou.

Indenizações milionárias
Durante a semana, a Meta (Facebook e Instagram) e o Youtube sofreram duas derrotas seguidas em tribunais federais. Na terça-feira (24/3), um júri no estado de Novo México condenou a Meta a pagar US$ 375 milhões em indenização por danos causados por seus produtos a menores de idade – entre os quais, facilitação de exploração sexual de crianças.

Na quarta-feira (25/3), um júri na Califórnia condenou a Meta e o YouTube a pagar US$ 6 milhões em indenizações por danos causados a uma adolescente, em particular. A Meta deverá pagar US$ 4,2 milhões e o YouTube US$ 1,8 milhão em indenizações compensatórias e punitivas, por usar deliberadamente produtos “viciantes” para reter crianças e adolescentes em suas plataformas.

A ação no Novo México foi movida pelo procurador-geral do estado, Raúl Torrez. Ele acusou a Meta de facilitar a atuação de predadores sexuais em suas plataformas (Facebook e Instagram), criando um “mercado ad hoc” para tráfico sexual de crianças. Mais na conjur

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