O volume total dos contratos chegou a R$ 38 milhões, sendo que cerca de R$ 11 milhões foram desviados ao longo do período investigado.
PORJoão Lemes

O esquema funcionava com fraude em licitações e documentos falsificados no Rio
Rio de Janeiro – RJ – Um esquema de corrupção que envolve órgãos ligados ao Exército terminou com a prisão de um coronel e um empresário na Zona Norte da capital. Os dois foram condenados após a polícia descobrir que eles desviaram uma dinheirada dos cofres públicos através de contratos fraudulentos. O golpe durou cerca de dois anos e enganou a fiscalização com o uso de papéis falsos. Redação, João Lemes; Fonte: Polícia Civil / Rádio Tupi
As fraudes nas licitações
As investigações mostraram que o grupo manipulou aproximadamente 200 processos de compra e contratos. O rolo acontecia principalmente no Instituto Militar de Engenharia (IME) e em fundações ligadas aos militares, além do DNIT. No total, os contratos somavam 38 milhões, mas a polícia confirmou que pelo menos 11 milhões foram parar no bolso dos criminosos através dessas armações.
Para ninguém desconfiar do buraco nas contas, os envolvidos inventavam que materiais e equipamentos estavam velhos ou estragados. Eles faziam registros contábeis mentirosos, dizendo que o que sumia do estoque na verdade tinha sido jogado fora. Essa cortina de fumaça permitiu que o esquema operasse por muito tempo sem levantar suspeitas, usando lançamentos falsos para cobrir o rastro do dinheiro.
A condenação e a cadeia
Com a batida do martelo na Justiça, o oficial e o dono da empresa foram levados direto para o sistema prisional para cumprir a pena no regime fechado. O caso serviu para acender o alerta sobre a falta de controle em projetos que envolvem tanto dinheiro público. Agora, as instituições militares buscam reforçar a transparência para evitar que novos “espertos” tentem morder a verba que deveria ser usada em benefício do país.
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