Queda foi puxada por políticas públicas de saúde, mas ritmo de melhora desacelerou na última década
Objeto ficou cravado na cabeça da criança, que precisou ser submetida a cirurgia | Pexels/Reprodução
Antonio Souza, com informações da Agência Brasil

Os dados mostram avanço significativo desde a década de 1990, com redução expressiva no número de mortes de recém-nascidos e crianças de até cinco anos.
De acordo com o levantamento, em 1990, a cada mil crianças nascidas no país, 25 morriam ainda no período neonatal, antes de completar 28 dias de vida. Em 2024, esse número caiu para 7 mortes a cada mil nascimentos.
A redução também foi significativa nessa faixa etária. Em 1990, o dado mostrava 63 mortes a cada mil crianças, já nos anos 2000, esse número diminuiu para 34 mortes a cada mil.
Políticas públicas ajudaram diminuir o número
Segundo o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), a queda está ligada a políticas públicas implementadas no Brasil desde os anos 1990.
Entre as principais iniciativas estão o Programa Saúde da Família, o Programa de Agentes Comunitários de Saúde, a Política Nacional de Atenção Básica e a expansão da rede pública de saúde.
Juntas, essas iniciativas que ajudaram a promover a saúde de mães, bebês e crianças desde os anos 1990 e foram operacionalizadas com o apoio da sociedade brasileira e de organizações internacionais, como o próprio Unicef.
Apesar do avanço, o relatório aponta uma desaceleração na redução da mortalidade infantil na última década.
Entre 2000 e 2009, a queda anual da mortalidade neonatal era de 4,9% ao ano. Já entre 2010 e 2024, esse ritmo caiu para 3,16% ao ano.
Cenário global
O relatório também mostra que as mortes de crianças menores de cinco anos caíram mais da metade no mundo desde 2000.
No entanto, desde 2015, o ritmo global de redução desacelerou em mais de 60%, indicando desafios persistentes na área de saúde infantil.
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