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domingo, 22 de fevereiro de 2026

Governo do Brasil se solidariza com árbitra Daiane Muniz, alvo de misoginia após Bragantino x São Paulo

Ministérios do Esporte e das Mulheres divulgam comunicado classificando como absurdas as declarações de zagueiro do Red Bull Bragantino após derrota que levou a eliminação no campeonato paulista. "O respeito às mulheres é inegociável", afirmam
Agência Gov
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Na mesma semana em que Vini Jr. foi atacado por atleta da Argentina, Daine foi alvo de gesto covarde de zagueiro do Bragantino

Os ministérios do Esporte e das Mulheres divulgaram neste domingo nota conjunta em que classificam como "absurdo" o episódio de desrespeito profissional movido a machismo contra a árbitra de futebol, Daiane Muniz. Ele foi alvo de declarações misóginas do jogador Gustavo Marques, zagueiro do Red Bull Bragantino. Neste sábado (21/2), após derrota para o São Paulo por 2 a1, que eliminou seu time nas quarta de final do campeonato paulista, o atleta declarou que a Federação Paulista de Futebol não deveria "colocar uma mulher" para apitar um "jogo desse tamanho".

No comunicado, os ministérios do Esporte e da Mulheres afirmam repudiar com veemência as declarações do zagueiro. E manifestam solidariedade à árbitra Daiane Muniz e a todas as mulheres que atuam no futebol, dentro e fora de campo. "Daiane Muniz é uma árbitra FPF/CBF/FIFA altamente qualificada e um homem na mesma posição jamais seria desqualificado pelo fato de ser homem. Ainda que houvesse discordância sobre sua atuação, sua competência não seria questionada por ser homem. Esse é o ponto central que precisa ser enfrentado", acentuam as pastas.

O respeito às mulheres é inegociável. Mulher deve estar onde ela quiser — no campo, na arbitragem, na gestão, na imprensa ou em qualquer outro espaço. Ser mulher não diminui competência, autoridade ou capacidade."

Familiares do jogador, esposa e irmã, segundo ele próprio, reagiram duramente ao gesto machista e fizeram com que o Gustavo Marques se desculpasse ainda na zona mista, antes de deixar o estádio. O direção do Red Bull Bragantino e a FPF também condenaram as declarações.

A Federação destacou que conta com 36 árbitras em seu quadro e que trabalha para que esse número cresça. E anunciou que as declarações serão enviadas às Justiça Desportiva para que "providências cabíveis" sejam tomadas. Mais na agenciagov

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