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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

Casos de fratura peniana crescem no carnaval e hospital atende quase um caso por dia no Rio de Janeiro

Entre o Natal e o réveillon de 2025, em apenas sete dias, oito homens passaram por essa situação
Por: Alírio de Oliveira/DeFato 
O problema de saúde pública que se agrava nas festas de final de ano e Carnaval
-Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Em um mês comum, o Hospital Municipal Souza Aguiar, no Rio de Janeiro, registra cerca de quatro casos de fratura peniana, porém, no carnaval, a média foi superada em apenas cinco dias, com um caso por dia durante a folia. O tipo de fratura é considerada rara e emergencial. *Fonte: O Globo

Entre o Natal e o réveillon de 2025, em apenas sete dias, oito homens passaram por essa situação.

Segundo informações da Secretaria Municipal de Saúde do Rio (SMS-RJ), de 2024 a 8 de fevereiro de 2026, a rede municipal de urgência e emergência fez 571 atendimentos de fratura peniana, com o hospital municipal liderando esses atendimentos e se tornando referência mundial no tratamento.

“A gente atende fratura peniana o ano inteiro. mas, nos períodos festivos, como carnaval, Natal e férias de verão, o número aumenta de forma evidente. Somos referência estadual em emergência urológica há 25 anos. Já catalogamos mais de 550 casos nesse período. Não é algo que nos surpreenda, mas é algo que preocupa”, diz o urologista Leandro Koifman, chefe do setor de urologia do Hospital Souza Aguiar.

Segundo Koifman, “é preciso desmistificar sobre o tema de que pênis não tem osso. Quando falamos de fratura, não estamos falando de um osso quebrado. O que se rompe é a túnica albugínea, uma camada fibrosa que envolve os corpos cavernosos, que são as estruturas que se enchem de sangue durante a ereção. É uma ruptura grave, dolorosa e que precisa de cirurgia imediata“.

O médico prossegue: “Essa “capa” tem cerca de 2 milímetros quando o pênis está flácido. Em ereção, afina dramaticamente, chega a cerca de 0,25 milímetro. Se há um trauma contuso, uma dobra brusca, a pressão interna aumenta muito e ocorre a ruptura. Esse é o conceito de fratura peniana: uma lesão traumática em um pênis ereto”.

O quadro clínico é inconfundível, com o paciente relatando a mesma cena ao médico: estava tendo relação, ouviu um estalo, sentiu uma dor intensa e o pênis perdeu ereção imediatamente, seguido de um inchaço com deformidade e coloração arroxeada.

“Não é algo imperceptível. É um evento marcante. É o que chamamos de aspecto em “berinjela”, um quadro clínico clássico. Quando o paciente conta essa história, praticamente não há dúvida diagnóstica. Em alguns casos, a lesão pode ser ainda mais grave, atingindo os dois corpos cavernosos e até a uretra”, diz Koifman.

As situações exigem cirurgia imediata, porque, quanto mais cedo operar, as chances de complicações como curvatura permanente e disfunção erétil são menores.

A alta costuma ocorrer em até 24 horas depois da cirurgia, que dura cerca de 40 minutos, mas exige repouso mínimo sexual de 30 dias, podendo ser maior, dependendo da gravidade.

Os relatos das ocorrências incluem relações no banheiro, dentro de carro, locais improvisados e geralmente sob efeito de álcool e drogas, que diminuem os reflexos de dor e percepção de risco, afirma o médico.

Estudos realizados pela equipe do hospital, indicam que as relações feitas com a mulher sobre o homem e a posição de quatro são as mais associadas ao acidente.

O perfil dos pacientes é maior entre os jovens durante o carnaval. No decorrer do ano a faixa etária é variada.

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