domingo, 29 de setembro de 2019

Queimadas na Amazônia diminuem, mas desmate avança

Ainda houve redução do número de bens apreendidos, como toras de madeira e motosserras
Foto: Reprodução/Youtube
Um mês após a chegada das Forças Armadas na Amazônia para combater queimadas na floresta, a quantidade de incêndios diminuiu, de acordo com documento do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) obtido pelo Estado e publicado hoje (28).

O fogo é a ameaça mais visível à floresta e que colocou o país no centro das preocupações internacionais. Porém, as queimadas costumam ser a última etapa de um processo de destruição da floresta.

Menos ruidoso e visível, o desmate segue avançando, de acordo com os dados obtidos pela reportagem. Em agosto, os alertas do sistema Deter, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), indicaram desmatamento de 1.702 km² na Amazônia, ante 526 km² em agosto de 2018. Em setembro deste ano, até o dia 20, os alertas indicavam 1.173 km², ante 739 km² em setembro inteiro do ano passado.

Ainda houve redução do número de bens apreendidos, como toras de madeira e motosserras, e também de autos de infração, de agosto a setembro deste ano, comparado o mesmo período do ano anterior.

O total de madeira apreendida nesse intervalo de um mês, em 2018, foi de aproximadamente de 5.264 m³, segundo o documento do Ibama. Já com a chegada das Forças Armadas, diz o informe, foram apreendidos aproximadamente 1.909 m³ de madeira, o que significa queda de 63,7%.

O envio de militares foi autorizado pelo presidente Jair Bolsonaro com um decreto de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) na região, quando o número de focos disparou na Amazônia, no mês passado.

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