A possibilidade de o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) assumir a Comissão de Direitos Humanos e Minorias na Câmara dos Deputados está causando apreensão entre militantes ligados ao tema nas redes sociais. Mesmo simpatizando com o Partido dos Trabalhadores, o humorista Jeferson Monteiro, criador da personagem Dilma Bolada no Facebook, ameaçou acabar com a página, caso Bolsonaro assuma a comissão. “Se o PT deixar Bolsonaro assumir a Presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, não apenas a Dilma Bolada acaba como também não voto na Dilma”, escreveu. A pressão, que pode parecer singela, representa um perigo real para a reeleição da presidente: a página é seguida por mais de 1 milhão de pessoas.
Pela forma como as comissões são distribuídas, existe uma possibilidade real de que o deputado Jair Bolsonaro, conhecido por posicionamentos polêmicos em relação a negros e homossexuais, se torne o próximo presidente do colegiado. O PP tem direito a presidir duas comissões e é possível que a CDHM acabe “sobrando” para a sigla. “A 20ª escolha é nossa. Como a comissão é geralmente preterida, é possível que fiquemos com ela. Tenho o compromisso do nosso líder, Eduardo da Fonte (PE), de me indicar, se a comissão efetivamente ficar conosco”, disse Bolsonaro ao manifestar o interesse pela presidência da CDHM. Ele também conta com apoio de parlamentares da bancada evangélica.
Campeão da internet - O nascimento do perfil satírico Dilma Bolada ocorreu junto a chegada da atual presidente ao poder, em 2010, no Twitter, sendo adaptada depois para outras redes sociais, como o Facebook e o Instagram. Em 2012 e em 2012, o perfil faturou os prêmio Shorty Awards e Youpix, nas categorias Melhor Perfil Falso do Mundo e Perfil Anônimo do Ano, respectivamente.
Em setembro do ano passado, o criador da sátira, o humorista Jeferson Monteiro, 23 anos, se reuniu com a presidente Dilma no gabinete presidencial do Palácio do Planalto, em uma ação articulada pela comunicação da Presidência. A iniciativa marcou o retorno à atividade do perfil oficial de Dilma no Twitter, criado para a campanha eleitoral de 2010. Jeferson, que se diz apoiador da presidente, mas não filiado ao PT, alimenta os perfis com comentários sobre atualidades e acontecimentos cotidianos, geralmente mostrando Dilma sob uma luz positiva. Pernambuco.com
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