O distanciamento da realidade priva o público mais jovem de buscar experiências reais, se baseando apenas no que se vê nas redes
Rachel Andrade / LeiaJá
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De acordo com a neuropsicopedagoga Morgana Lima, o aumento no índice de transtornos em crianças e adolescentes cresceu após a pandemia do novo coronavírus. Isolamento social, aulas remotas, futuro incerto devido à crise sanitária global são alguns fatores que fizeram o público jovem procurar o mundo virtual como um escape. “Esse uso de redes sociais por menores já existia, com a permissividade das famílias. Porém, nos dias de hoje, nós temos um índice grande de depressão, e até de suicídio na adolescência”, relatou.
A especialista analisa que o comportamento do público infantil e infantojuvenil mudou com o acesso livre e constante à internet. “Nos deparamos com padrões de beleza, padrões sociais, econômicos, e esses adolescentes vão perdendo a socialização. Vão perdendo esse gosto de viver”, pontuou Morgana.
O distanciamento da realidade priva o público mais jovem, menos vivido, de buscar experiências reais, se baseando apenas no que se vê nas redes.
Restrições para a saúde mental
Como uma forma de combater os males causados pelo uso excessivo das redes sociais, foi sancionada uma lei, no início deste ano, que restringe o uso de celulares em escolas e salas de aula. A lei 15.100/25 tem objetivo “salvaguardar a saúde mental, física e psíquica das crianças e adolescentes”, proibindo o uso “para todas as etapas da educação básica”.
Para Morgana, que também ensina em uma escola particular no Recife, a medida foi fundamental para que os alunos voltassem a interagir entre si. “Nós vimos uma diferença enorme. Enquanto eles estavam robotizados, porque eles estavam se comunicando dentro do colégio, dentro da sala de aula, através de redes sociais. E aí, quando retirou isso, nós vemos agora rodas de conversa, nós vemos os adolescentes jogando futebol”, comenta.







































