Defesa do presidente do PL afirma que atuação política foi interpretada de forma equivocada
Foto: Agência Brasil

O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, negou nesta sexta-feira (10) qualquer irregularidade relacionada ao uso de emendas parlamentares e criticou a decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou o bloqueio de R$ 119 milhões em bens.
Segundo o dirigente partidário, a medida foi baseada em “premissas frágeis, inferências subjetivas e de uma indevida criminalização da atividade político-partidária”. Os advogados Marcelo Ávila de Bessa e Thiago Fleury reafirmaram a inocência de Valdemar e informaram que a defesa adotará todas as medidas judiciais cabíveis para contestar a decisão.
Os representantes do presidente do PL sustentaram que não houve demonstração de dolo, fraude, desvio de finalidade ou vantagem pessoal e argumentaram que a atuação política exercida por Valdemar sobre a bancada do partido faz parte.
“Foram impostas restrições graves com base em suposições sem qualquer demonstração individualizada de dolo, fraude, desvio de finalidade ou participação consciente em qualquer crime, além de estar claro na decisão de que não houve, com o devido respeito, qualquer vantagem pessoal para Valdemar Costa Neto”, disse.
No relatório encaminhado ao ministro Flávio Dino, a Polícia Federal apontou que “basicamente, Valdemar Costa Neto contava com autonomia para direcionar recursos de emendas (de comissão, proeminentemente) conforme sua cota pessoal e particular, atribuída a partir de sua condição de presidente da sigla”.
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