Por Victor Hernandes
Foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasil
“Já pintou verão, calor no coração, a festa vai começar”. Uma das estações mais esperadas por baianos e turistas, o verão foi iniciado nesta sexta-feira (22). O período é conhecido por trazer dias mais longos e noites mais curtas por conta da maior incidência de radiação solar em um dos hemisférios.
Via Bahia Noticias
Além disso, é na estação que a população costuma ficar mais exposta ao sol, por conta das práticas de atividades ao ar livre; passeio em praias, eventos em áreas abertas, entre outras. Diante dessa maior exposição, especialistas chamam atenção com o cuidado à saúde para a prevenção de doenças de pele. Um desses exemplos é o câncer de pele.
A enfermidade é a mais frequente no Brasil e está relacionada a cerca de 30% de todos os tumores malignos registrados no país. Segundo as estimativas do Instituto Nacional do Câncer (INCA), a Bahia deve ter neste ano, 10.530 casos de câncer de pele não melanoma e Salvador 1.620. Já o câncer de pele melanoma, que são mais raros e com alta taxa de mortalidade podem ter 250 casos na Bahia e 70 na capital.
Em termos de internações, outras neoplasias malignas registraram 1928 pacientes internados com a enfermidade e 185 óbitos, em 2023 conforme levantamento da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab).
Como forma de alertar para a doença, é realizado o Dezembro Laranja, campanha de Prevenção do Câncer de Pele.
De acordo com a coordenadora regional (BAHIA) da Campanha Dezembro Laranja da Sociedade Brasileira de Dermatologia, Maria Clara Gordiano, a doença tem aumentado no Brasil e no mundo, por conta da radiação e da camada de ozônio.
“O câncer de pele é causado pela radiação. O que a gente percebe é que com a chegada do verão, as pessoas se expõem mais vão para praia, estão de férias, principalmente crianças. Nos últimos anos o câncer de pele tem aumentado tanto no Brasil quanto no mundo. Tem duas coisas que estão favorecendo isso. O primeiro é a camada de ozônio e a radiação que é acumulativa. Quanto mais velha a pessoa mais radiação ela acumulou”, esclareceu.
A especialista explicou também sobre como é possível identificar sintomas da doença. “Quando a gente tem uma pinta que mudou de cor, mudou de tamanho ou cresceu e sangrou; ou quando você tem uma ferida que não cicatriza mais do que quatro a seis semanas; ou então uma pinta nova, uma lesão que apareceu. Essas são os principais alertas para que a pessoa procure um médico para essa lesão ser examinada”, contou.
Outro ponto que a dermatologista comentou foi sobre o tratamento que pode ser realizado para combater a enfermidade. “O principal tratamento de câncer de pele é a cirurgia. A cirurgia cura mais de 98% do câncer que é diagnosticado desde o início e não está avançado. Raras vezes quando o câncer está muito avançado que o tratamento pode ser feito com radioterapia e quimioterapia, mas são raríssimos casos. A grande maioria mesmo pode ser tratado com cirurgia”, disse.
PREVENÇÃO
Maria Clara Gordiano destacou também a importância da prevenção para reduzir a incidência dessa doença. Cuidados básicos e de atenção podem ser realizados pela população para a prevenção do câncer de pele.
“A gente precisa evitar exposição diretas aos raios solares entre 9h e 15h, procurar sempre a sombra, usar roupas e chapéus para se proteger, então roupas de mangas compridas leves, mas sempre cobrir o corpo. Colocar o protetor solar maior do que 30 todos os dias, inclusive em dias nublados não só na praia e reaplicar o protetor todos os dias”, observou.
DANOS NA VIDA ADULTA