Presidente do PL afirmou que discutir golpe não deveria ser crime e se irritou ao ser questionado sobre nova tentativa em eventual governo de Flávio
Vicklin Moraes - SBT
Flávio Bolsonaro e Valdemar Costa Neto sorriem em evento do PL | Beto Barata/PL

“Todos militares que estão presos injustamente. Porque a lei diz o seguinte: você pode planejar um assassinato e, se você não assassinou o camarada e não atacou o camarada, não é crime. Discutiram, mas não deram o golpe. Não deram o golpe”, afirmou.
Questionado se poderia garantir que não haveria uma nova tentativa de ruptura institucional em um eventual governo de Flávio Bolsonaro (PL), Valdemar se irritou com a pergunta, elevou o tom de voz e mencionou as consequências enfrentadas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.
“Sei lá, sei lá… Pode haver planejamento, não existe isso. Isso deu certo? Olha o Bolsonaro, o que tá pagando? Você acha que alguém quer fazer isso? Nunca, jamais”, respondeu.
O presidente do PL também demonstrou confiança na possibilidade de Jair Bolsonaro ser anistiado e deixar a prisão domiciliar em um eventual governo de Flávio, que disputa o segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O segundo turno das Eleições 2026 ocorre no dia 25 de outubro.
Valdemar voltou a afirmar que o ex-presidente não ocuparia um cargo formal em uma eventual gestão do filho, mas teria participação política e poderia dar opiniões sobre o governo.
“Eu tô torcendo pro Bolsonaro sair logo dessa situação que ele está. Que ele tenha uma estrutura aqui do nosso lado, aqui no PL Nacional. E que ele, vindo pra cá, venha o povo pra cá. Eu tenho certeza de que ele vai ter que atender essa gente, porque o Bolsonaro é muito bom pra isso. Ele dá muita atenção pro pessoal”, afirmou.
“E o Bolsonaro, logicamente, vai dar opinião no governo, não tenho dúvida disso. Não tenho dúvida disso. Mas não vai fazer parte do governo”, completou.
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