Empresa de Santa Catarina oferecia serviços de pagamentos; bens dos controladores e ex-administradores foram bloqueados

Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da MW Pay após identificar graves violações às normas do sistema de pagamentos | Leandro Fonseca/Exame
O Banco Central (BC) decretou nesta quinta-feira (29) a liquidação extrajudicial da MW Instituição de Pagamento após identificar “graves violações” às normas que regulamentam o Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB).
A empresa, fundada em fevereiro de 2024 e sediada em Joinville (SC), atuava no setor de pagamentos digitais, oferecendo infraestrutura tecnológica para operações financeiras, incluindo serviços ligados ao Pix.
Segundo o BC, a instituição tinha participação pouco expressiva no Sistema Financeiro Nacional (SFN), com menos de 0,0002% dos ativos totais do setor.
A autoridade monetária não detalhou quais irregularidades foram identificadas, mas informou que continuará investigando a atuação da empresa e de seus responsáveis. O SBT News contatou a instituição para mais esclarecimentos, mas não obteve resposta até o momento.
A liquidação extrajudicial é uma medida administrativa que determina o encerramento das atividades de uma instituição supervisionada pelo BC, com a apuração de seus bens, dívidas e obrigações.
Com a decisão, os bens dos controladores e ex-administradores da MW Pay ficaram indisponíveis a partir desta quinta-feira. O bloqueio busca preservar o patrimônio enquanto são apuradas eventuais responsabilidades.
O BC também informou que as investigações poderão resultar em sanções administrativas e na comunicação dos fatos a outras autoridades, conforme a legislação.
O que é a MW Pay?
A MW Instituição de Pagamento foi aberta em 6 de fevereiro de 2024, com sede no bairro América, em Joinville. Em seu site oficial, a companhia se apresenta como uma instituição especializada em infraestrutura de pagamentos, com participação direta no Pix e serviços voltados à integração de sistemas financeiros.
A MW Pay recebeu autorização do BC para funcionar como emissora de moeda eletrônica em setembro de 2024. A modalidade permite a oferta de contas de pagamento e a movimentação de recursos eletrônicos, sem que a empresa seja necessariamente um banco.
Conforme comunicado publicado pela autoridade monetária em julho daquele ano, a controladora direta da instituição era a MW Holding Financeira Ltda., enquanto Witor Fernandes Corrêa foi identificado como controlador final.
Registros cadastrais também relacionam à administração da empresa Nelson Alexandre Ramos e Reginaldo de Oliveira Bello, ambos incluídos no quadro societário em novembro de 2024.
O SBT News entrou em contato com a MW Pay por aplicativo de mensagens e por e-mail, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem. O espaço permanece aberto.
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