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domingo, 27 de setembro de 2026

Homem com ELA volta a falar após chip transformar pensamentos em voz;

Lorena Fassina - SNB
Homem com ELA volta a falar com ajuda de chip cerebral da Neuralink. Foto: Reprodução/Neuralink
Um homem com ELA volta a falar depois que a doença comprometeu quase completamente sua capacidade de se comunicar. Terrence “Terry” Mandable, de Washington, nos Estados Unidos, participa de um estudo da Neuralink e usa um chip cerebral experimental capaz de interpretar sinais ligados à intenção de fala e transformá-los em texto e voz sintetizada.

Terry, de Washington, nos Estados Unidos, foi diagnosticado em 2024 com ELA de início bulbar, forma da doença que afeta precocemente músculos envolvidos na fala e na deglutição. Com a progressão do quadro, até pessoas próximas passaram a ter dificuldade para entender o que ele dizia.

No vídeo divulgado pela Neuralink, o homem com ELA volta a falar por meio de uma versão digital da própria voz. Diante da esposa, Lori, Terry consegue dizer: “Eu te amo”.

Como o chip transforma sinais em voz
Terry recebeu o implante N1, uma interface cérebro-computador desenvolvida pela Neuralink. Eletrodos implantados no cérebro registram padrões de atividade neural associados à tentativa de produzir palavras.

Durante o treinamento, Terry começou simulando os movimentos necessários para falar enquanto o sistema aprendia a reconhecer esses padrões. Segundo a empresa, com o avanço do processo ele passou a conseguir gerar as palavras sem precisar pronunciá-las.

A tecnologia decodifica esses sinais e os converte em linguagem. No caso de Terry, o resultado também pode ser reproduzido por uma voz digital criada para se aproximar da que ele tinha antes de perder a capacidade de falar.

“Isso significa o mundo para nós”
Lori acompanha de perto os testes do marido e se emociona com a possibilidade de voltar a conversar com ele com mais facilidade.

“Poder simplesmente ter uma conversa com meu marido significa o mundo para nós”, disse ela durante a demonstração.

Antes do avanço da doença, Terry trabalhava como executivo e havia acabado de se tornar sócio da empresa onde atuava. Com a perda progressiva da fala, precisou se afastar do trabalho e viu situações comuns, como conversar ao telefone, se tornarem cada vez mais difíceis.

Tecnologia ainda é experimental
Terry é o terceiro participante do VOICE, estudo clínico da Neuralink voltado a pessoas com comprometimento grave da comunicação. O objetivo é avaliar se a interface cérebro-computador pode restaurar formas de comunicação a partir dos sinais neurais associados à fala. Mais no sonoticiaboa

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