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segunda-feira, 28 de setembro de 2026

Em entrevista à Metropole, Lula já havia alertado que proibiria bets se a regulação não desse certo

Em outubro de 2024, presidente afirmou que governo acompanharia os efeitos da regulamentação e poderia acabar com as apostas caso as regras não resolvessem o problema
Foto: Reprodução/Rádio Metropole
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já havia sinalizado, em entrevista à Rádio Metropole, em outubro de 2024, que poderia proibir o funcionamento das casas de apostas no Brasil caso a regulamentação do setor não apresentasse resultados. A declaração ocorreu dois anos antes da medida provisória anunciada nesta sexta-feira (25) pelo governo, que proíbe a operação das bets no país.

Em resposta a uma pergunta do radialista Mário Kertész, âncora da Metropole, Lula falou sobre os impactos das apostas e explicou que o governo havia escolhido, naquele momento, regulamentar o setor em vez de proibi-lo.

“Semana passada, eu tive uma reunião com 14 ministérios sobre as bets. Tínhamos duas opções. Ou acabávamos definitivamente com ela ou a gente regulava. Optamos pela regulação”, afirmou o presidente.

Na entrevista, concedida em 17 de outubro de 2024, Lula também mencionou que milhares de casas de apostas já haviam deixado de operar após as primeiras medidas de regulamentação. Segundo ele, o governo avaliaria se as novas regras seriam suficientes para controlar o setor.

“Recebemos a informação que mais de duas mil Bet saíram de circulação. Vamos ver se a regulação dá conta, mas se não der, eu acabo com elas”, declarou Lula.

O presidente também demonstrou preocupação com o acesso às apostas por pessoas mais pobres e por crianças que utilizam celulares. “Você não tem controle do povo mais humilde, de criança com celular na mão fazendo aposta”, disse durante a entrevista.

A declaração de Lula ocorreu no contexto da discussão sobre a regulamentação das bets. Na ocasião, o presidente afirmou que o governo ainda acompanharia os efeitos das medidas antes de decidir por uma eventual proibição. Mais na radio-metropole

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