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domingo, 2 de agosto de 2026

Conquista do voto feminino no Brasil resistiu à misoginia histórica

Estudiosas dizem que discursos machistas atacam sufrágio desde 1890
Luiz Claudio Ferreira - Repórter da Agência Brasil
© Acervo Arquivo Nacional
Os ataques ecoam pelo tempo. “Minha mulher não irá votar”, disse o senador constituinte Coelho e Campos, em 1891. No mesmo ano, outro parlamentar, Serzedelo Corrêa, afirmou que jogar a mulher no meio das paixões e das lutas políticas é “tirar-lhe a santidade”.

Depois de 135 anos, mais discursos violentos reaparecem. "Mulher vota estatisticamente mal, principalmente as solteiras. As casadas costumam acompanhar o marido", afirmou o influenciador Paulo Figueiredo (neto do ex-presidente João Figueiredo).

Os reiterados discursos machistas que atacam o voto feminino ao longo da história do Brasil podem ser compreendidos em diferentes facetas como reações aos avanços da cidadania das mulheres, segundo afirmam estudiosas do tema do sufrágio em entrevistas à Agência Brasil. Elas explicam que, do ponto de vista histórico e político, o que chama a atenção não é o ineditismo do discurso, mas a continuidade e as ameaças.

Constituição de 1891, a primeira da República, rejeitou o sufrágio feminino - Foto: Acervo Arquivo Nacional
“Luta permanente”
Por outro lado, há inspirações concretas históricas, por parte das experiências da luta sufragista, para ações de resistência. “A linguagem mudou, mas a lógica patriarcal, misógina e machista é a mesma”, afirma a professora de direito Fernanda Abreu, da Universidade Estadual do Rio Grande do Norte (UERN). Leia tudo na agenciabrasil

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