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segunda-feira, 31 de agosto de 2026

Baiano, Bruno Dantas renuncia ao cargo de ministro do TCU

Ex-presidente do tribunal anunciou saída nesta segunda-feira (31) e indicou que seguirá novos projetos
Foto: Divulgação / TCU
O ministro Bruno Dantas protocolou nesta segunda-feira (31) seu pedido de renúncia ao Tribunal de Contas da União (TCU), encerrando uma passagem de mais de 12 anos pela Corte. Aos 48 anos, o baiano também deixa para trás uma trajetória de quase três décadas no serviço público.

Dantas anunciou a decisão por meio de um vídeo publicado nas redes sociais. Natural de Salvador e com trajetória ligada a Feira de Santana, ele relembrou a chegada a Brasília e afirmou que o serviço público se tornou o caminho para construir sua carreira.

“Há 28 anos, eu, um jovem baiano vindo de Feira de Santana, chegava a Brasília com todos os sonhos do mundo. Encontrei no concurso público a porta democrática para o caminho da missão de servir e não saí mais”, afirmou.

“Encerro este ciclo com a serenidade e com a convicção republicana de que a rotatividade nos altos cargos é uma virtude. As instituições se fortalecem quando seus quadros sabem chegar e sabem partir”, declarou.

Novos projetos
Bruno Dantas não detalhou qual será seu próximo destino profissional, mas indicou que a renúncia está relacionada a projetos que pretende assumir fora do TCU.

“Aos 48 anos, sigo intelectualmente inquieto e encontrei, nos projetos que quero abraçar agora, o feixe de motivação de que precisava”, disse.

Na despedida, o ministro também agradeceu aos integrantes do tribunal, auditores, membros de sua equipe, ao Senado Federal e à família.

Trajetória no TCU
Bruno Dantas chegou ao TCU em 2014, aos 36 anos, após indicação do Senado Federal. Antes de assumir uma cadeira na Corte, havia construído parte importante da carreira no próprio Senado, onde ingressou como consultor legislativo por concurso público em 2003 e exerceu a função de consultor-geral entre 2007 e 2011.

O jurista também teve passagens pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) e pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Além disso, integrou a comissão de juristas responsável pela elaboração do anteprojeto do novo Código de Processo Civil.

Na área acadêmica, Dantas é mestre e doutor em Direito Processual Civil e pós-doutor em Direito.

Dentro do TCU, ele chegou à vice-presidência no biênio 2021-2022. Posteriormente, foi eleito por unanimidade pelos demais ministros para presidir o tribunal e permaneceu no comando da Corte por dois anos.

Durante sua gestão, o tribunal direcionou parte de sua atuação para solução consensual de conflitos, transformação digital, transparência e controle da responsabilidade fiscal.

No balanço divulgado ao término da presidência de Dantas, o TCU informou mais de R$ 243 bilhões em benefícios decorrentes de sua atuação no biênio e redução de 42% no estoque de processos pendentes.

Nova vaga no tribunal
A renúncia abre uma cadeira na composição do Tribunal de Contas da União. Como a vaga ocupada por Bruno Dantas pertence às indicações feitas pelo Senado, caberá à Casa definir um novo nome para o posto.

O senador Rodrigo Pacheco aparece entre os nomes apontados para a sucessão, mas a definição ainda depende do processo de escolha no Senado.

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