
Lorena Fassina
Papuguinho, o aplicativo para crianças com autismo, usa pranchas com imagens para auxiliar nas dificuldades de comunicação a expressar necessidades e sentimentos. - Foto: Divulgação/IFSPA
Estudantes do Instituto Federal de São Paulo (IFSP), campus de Jacareí (SP), desenvolveram um aplicativo para crianças com autismo, neurodivergentes, que pode ser usado gratuitamente por famílias e profissionais. Chamado de Papuguinho, o sistema auxilia pessoas com dificuldades de fala e interação a expressar necessidades, pensamentos e sentimentos.
A ferramenta utiliza Comunicação Aumentativa e Alternativa (CAA). Na tela, a criança toca em ícones coloridos para montar uma frase e o aplicativo transforma a sequência em fala. As pranchas também podem ser adaptadas conforme as necessidades de cada usuário.
“Hoje o aplicativo vem como recurso e facilitador dessa comunicação”, afirmou Cátia Antonelli, diretora da EMEI Thiago Silva Santos, em Jacareí, escola que participou da fase piloto do projeto.
Pranchas podem ser personalizadas
Além das opções disponíveis no aplicativo, o projeto criou o Estúdio Papuguinho, ferramenta que permite alterar pictogramas, montar novas pranchas e imprimir as imagens para uso fora da tela.
O aplicativo para crianças autistas também pode ser usado por pessoas com outras condições que dificultem a comunicação oral, já que funciona com recursos de Comunicação Aumentativa e Alternativa.
O sistema foi pensado para acompanhar a criança em diferentes ambientes, incluindo casa, atendimentos profissionais e, gradualmente, a escola.
Escola municipal ajudou nos testes
A EMEI Thiago Silva Santos, da rede municipal de Jacareí, no interior de São Paulo, foi a primeira unidade de ensino a receber o Papuguinho e participou dos testes e da validação pedagógica.
O projeto pretende ampliar o uso para salas de Atendimento Educacional Especializado (AEE). Com autorização das famílias e dos profissionais responsáveis, a mesma conta poderá ser utilizada em casa e em equipamentos disponíveis nas escolas municipais.
O desenvolvimento também conta com apoio de instituições como a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e a Universidade Estadual Paulista (Unesp). Mais no sonoticiaboa
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