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segunda-feira, 31 de agosto de 2026

Por trás do Ligue 180: Atendentes revelam rotina de medo, violência e acolhimento

Violência contra a mulher 
– Foto: © Paulo H. Carvalho/Agência Brasília
A Central de Atendimento às Mulheres, o Ligue 180, recebe diariamente ligações de vítimas de violência que buscam acolhimento, orientação e apoio para denunciar agressões. Uma atendente, que não quis se identificar, afirmou que os relatos têm impacto sobre as profissionais: “Alguns relatos tocam a gente. Não tem como não tocar. Aqui a gente lida com todo tipo de denúncia”. Com informações do g1.

Entre os casos lembrados pelas trabalhadoras estão o de uma mulher mantida em cárcere privado pelo companheiro, que conseguiu denunciar escondida, e o de uma criança de 10 anos que telefonou com medo do que poderia acontecer à mãe. Outra profissional relatou o atendimento a uma idosa agredida pelo próprio filho, que optou por não formalizar a denúncia, mas recebeu orientação e espaço para desabafar.

O serviço, gerenciado pelo Ministério das Mulheres, registrou 1.035.647 atendimentos entre 1º de janeiro e 31 de julho de 2026, média de 4.884 por dia. A central funciona 24 horas, atende em português, espanhol e inglês e reúne cerca de 370 profissionais, que recebem acompanhamento psicológico semanal. Denúncias identificadas ou anônimas podem ser feitas pelo telefone 180, pelo WhatsApp +55 (61) 99610-0180 ou pelo e-mail central180@mulheres.gov.br.

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