Dario Durigan negou que trabalhador precise ter saldo suficiente para quitar integralmente a dívida; proposta será entregue a Lula na terça (28)
O ministro da Fazenda, Dario Durigan | Paulo Pinto/Agência Brasil
Hariane Bittencourt, Murilo Fagundes, Jessica Cardoso - sbt

Ele, no entanto, negou que o trabalhador precise ter saldo suficiente para quitar integralmente a dívida. Segundo Durigan, “não tem essa limitação”.
“A limitação que vai ter, para a garantia do próprio fundo, é um percentual do saque. Então, um saque limitado dentro do programa, vinculado ao pagamento da dívida do programa, mas não necessariamente sendo maior do que a dívida”, explicou.
O ministro também disse que apresentará a proposta do programa ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na terça-feira (28). A expectativa do governo é anunciar a iniciativa ainda nesta semana, com lançamento previsto para sexta-feira (1º), Dia do Trabalhador.
As declarações foram feitas a jornalistas após reunião nesta segunda-feira (27) com presidentes dos principais bancos do país, incluindo Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil. Segundo Durigan, houve um “bom consenso técnico” sobre os principais pontos do programa.
A proposta tem como foco dívidas que mais pressionam o orçamento das famílias, como cartão de crédito, crédito pessoal sem garantia e cheque especial. A ideia é oferecer descontos expressivos, que podem chegar a até 90%, e permitir a troca dessas dívidas por um novo financiamento com juros mais baixos, tornando o pagamento mais viável.
“Vamos fazer um chamado à ação para as pessoas, a partir do anúncio do presidente, para que as pessoas, de maneira muito tranquila, direta e didática, possam procurar os seus bancos, onde elas têm esses três tipos de dívida. [...] espero que a gente atinja dezenas de milhões de pessoas pelo país”, afirmou Durigan.
Além da renegociação, o Desenrola 2.0 deve incluir medidas de educação financeira e restrições relacionadas a apostas e jogos on-line, que vêm sendo apontados como fator de endividamento.
Durigan ressaltou que o programa tem caráter excepcional e não deve ser repetido com frequência. Segundo ele, a iniciativa responde a um cenário específico, marcado por dificuldades financeiras das famílias e impactos externos, como a guerra e seus efeitos na economia.
“As medidas que, tanto o que aconteceu no Desenrola em 2023, quanto agora, são medidas pontuais e as pessoas não devem contar com a recorrência desse tipo de medida. Estamos vivendo uma situação excepcional [...]. É importante que a gente eduque as pessoas para que elas entendam que dívida é positiva, desde que seja sustentável para o orçamento da família”, afirmou.
Nenhum comentário:
Postar um comentário