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segunda-feira, 27 de abril de 2026

Ave pré-histórica com colorido raro, considerada extinta, retorna à natureza

Vitor Guerras - SNB
A ave pré-histórica takahē retornou a natureza depois de um grande projeto de conservação na Nova Zelândia. - Foto: Kathrin & Stefan Marks/Flickr

A história dessa ave pré-histórica, cheia de cor e que um dia já foi dada como extinta, voltou a chamar atenção depois de ganhar uma nova chance na natureza, graças a um projeto de conservação na Nova Zelândia.

Tudo começou com a soltura de algumas aves em uma área protegida. Pouco tempo depois, outros animais também foram levados para o local. E o resultado animou: além de se adaptarem bem, os takahē começaram a se reproduzir e já têm filhotes por lá.

Hoje, a população da espécie gira em torno de 500 indivíduos no país. E o trabalho de preservação continua, com ações constantes para garantir que essa ave siga existindo, mesmo que o avanço seja aos poucos.

Retorno inicial
O retorno inicial foi feito no Vale Greenstone, onde se acredita que os pássaros viveram por séculos. O passo é importante para criar uma população selvagem.

“Foi maravilhoso ver o quão bem eles se adaptaram ao seu novo habitat em Greenstone durante o ano passado, chocando filhoses com sucesso e mantendo boa saúde em geral”, disse Gail Thompson, representante de Ngāi Tahu.

Desde 2023, a maior parte dos casais já nidifica, com pelo menos sete filhotes confirmados.

A taxa de sobrevivência dos bebês é alta, o que indica que o local oferece condições favoráveis para a espécie prosperar.

Controlando preparadores
Uma das maiores dificuldades do projeto é controlar os preparadores.

Por ser incapaz de voar, os takahē ficam vulneráveis a animais como furões, ratos e gatos selvagens.

No Vale Greenstone a área é protegida, mas o processo é delicado.

“O controle de predadores é crucial para a sobrevivência do takahē na natureza e estamos encorajados que a captura no Vale Greenstone até agora ajudou a evitar que qualquer um dos adultos fosse predado. Mas o final do inverno é um momento vulnerável, pois o número de ratos na área diminui devido à falta de comida, e arminhos, furões e gatos selvagens que caçam ratos podem então mudar para pássaros nativos para se alimentar”, explicou Gail.

Futuro dos takahē
Hoje, olhando para o passado, os pesquisadores dizem que a reintrodução foi exitosa, mas ainda há muito a ser feito.

Como próxima meta, o grupo quer soltar os animais em outras áreas próximas, como o Vale Rees e ver como os takahēs vão se comportar.

O programa de recuperação vai continuar, com o foco em estabelecer várias populações selvagens.

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