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segunda-feira, 2 de março de 2026

Tamanho é documento? Maioria dos homens acredita ter pênis acima da média, diz estudo da Bahia

Pesquisa de instituições baianas associa autopercepção genital a desempenho sexual
Raquel Franco / bahia.ba/bahia
Tamanho médio mundial do órgão genital masculino é menor do que se pensa | Foto: reprodução
Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e da Escola Baiana de Medicina e Saúde Pública revelou que 63,2% dos homens brasileiros consideram o tamanho de seu pênis acima da média. Outros 34% acreditam estar dentro da normalidade, enquanto apenas 2,8% se percebem abaixo do padrão.

A pesquisa, intitulada “Autopercepção Genital Masculina: um Estudo Populacional”, utilizou como parâmetro técnico o comprimento de 13 cm em ereção, medida mais prevalente na literatura médica internacional.

As informações foram publicadas originalmente pela Folha de S.Paulo. O levantamento foi realizado em Salvador (BA) com 106 voluntários, que responderam a questionários em locais públicos como shoppings e estações de metrô.

Os dados publicados no “Journal of Sexual Medicine” mostram uma correlação direta entre a autoimagem e a qualidade de vida sexual. De acordo com o estudo, 13,2% dos participantes relataram que o tamanho do órgão causa ansiedade de moderada a importante. Já 21,7% afirmaram evitar se despir em público “sempre ou na maioria das vezes” devido à insatisfação com a genitália. Diante da insatisfação com o órgão genital, 22,6% dos entrevistados considerariam submeter-se a procedimentos cirúrgicos.

Tamanho é o principal?
O professor da UFBA e autor do estudo, Ubirajara Barroso, destaca que o reconhecimento dessas percepções subjetivas é fundamental para a prática clínica, especialmente diante do aumento da procura por procedimentos estéticos genitais. Segundo Barroso, embora o tamanho seja uma preocupação masculina frequente, pesquisas com parceiras indicam que fatores como comunicação e conexão emocional são prioritários para a satisfação sexual.

Especialistas ouvidos pela reportagem alertam ainda para o papel da pornografia na criação de padrões irreais, o que pode ativar o sistema nervoso simpático e resultar em disfunção erétil por fatores psicológicos, mesmo em homens com anatomia dentro da normalidade.

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