Viana diz que diretor da PF indicou que há uma determinação no gabinete de Mendonça que se entregue apenas os dados referentes a empréstimos consignados
Foto: José Cruz/Agência Brasil

“Hoje conversei com o Andrei [Rodrigues, diretor-geral da PF] para esclarecer uma dúvida. A decisão do André Mendonça [relator do caso no STF] não define que a PF faça filtro para entregar a comissão. A decisão é que recebamos os arquivos completos”, disse o presidente. Segundo ele, o diretor da PF indicou que há uma determinação no gabinete de Mendonça que se entregue apenas os dados referentes a empréstimos consignados — um dos eixos centrais da investigação, que apura suspeitas de descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS.
Ele explicou ainda que a decisão de Mendonça, que devolveu à CPMI os documentos referentes às quebras de sigilo telemático, bancário e telefônico do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, não estabelece a necessidade de filtragem prévia do conteúdo antes do envio à comissão.
“Não está claro que a Polícia Federal deva fazer qualquer tipo de filtro. A nossa preocupação é receber os documentos para investigação, independentemente de posição, parentesco ou condição financeira. Se a pessoa está envolvida, tem que prestar contas", afirmou o senador.
A articulação ocorre em meio à análise do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que aguarda pareceres técnicos da Polícia Legislativa, da Secretaria-Geral da Mesa e da Advocacia do Senado para decidir se mantém ou anula a votação da CPI que aprovou, em bloco, 87 requerimentos. As medidas aprovadas incluem a quebra de sigilo de Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
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