Fotos: Reprodução / TV Bahia e Reprodução / Youtube

Não há cenário de vitória antecipada ou de terra arrasada para o governo ou para a oposição na Bahia. Há uma indefinição grande sobre os rumos das urnas no próximo mês de outubro e é isso que se presume a partir da pesquisa Séculus divulgada nesta quarta-feira (4) pelo Bahia Notícias. Apesar da margem de frente apresentada pelo ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União), o percentual de largada de Jerônimo Rodrigues (PT) é relativamente positivo, principalmente quando se dispõe de uma máquina a seu favor. Por Fernando Duarte - Via Bahia Noticias
De certo, a única conclusão palpável é que a chance de uma disputa baiana em dois turnos é bem remota. Sem uma candidatura como a de João Roma (PL), em 2022, que “reservou” parte dos votos numa terceira via, o embate entre Jerônimo e ACM Neto, que se viu no final de outubro daquele ano, caminha para se repetir em 2026. Ou seja, as candidaturas do Novo e do PSOL podem demarcar posição, mas só e apenas isso.
Tal qual aconteceu há quatro anos, ACM Neto possui recall eleitoral explicado pela administração em Salvador e pela própria história que o nome carrega. Já Jerônimo Rodrigues não é mais um ilustre desconhecido, o que diminui a margem de crescimento que vimos no passado. Somado às rejeições que ambos apresentam, formam-se linhas tênues para falar em favoritismo de um ou de outro – ainda que haja esforço para descredibilizar a pesquisa por parte dos governistas, enquanto a oposição celebra os dados apurados.
Para além da pesquisa para a corrida ao governo da Bahia, é preciso avaliar também os números apresentados na disputa ao Palácio do Planalto. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não atinge (ainda) 50% das intenções de voto em um primeiro turno. Mesmo em uma segunda rodada de disputa, contra Flávio Bolsonaro, não atinge o percentual. É esse o principal alerta que os governistas tendem a ficar de olho, visto que não há de se falar em crescimento de Jerônimo sem o crescimento de Lula na Bahia.
Em 2022, o grupo de ACM Neto lutava para que Lula não atingisse 70% dos votos. Terminou o segundo turno com 72,12%. Em 2026, a leitura é que o presidente não poderia atingir 60% dos votos – especialmente quando a disputa local deve se limitar a um único turno. Então o esforço da oposição é tentar conter o avanço de Lula e a potencial “transferência” de votos dele para Jerônimo. Caso atinjam o intento, as chances de vitória oposicionista aumentam, razão pela qual existe a esperança do grupo.
Acreditando ou duvidando das pesquisas, os levantamentos mostram caminhos e expectativas a serem cumpridos pelos envolvidos no processo eleitoral. E eles servem, especialmente, para animar os bastidores da política local – quer amando, quer odiando os resultados.
Nenhum comentário:
Postar um comentário