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quarta-feira, 4 de março de 2026

"Nós não vamos blindar ninguém", diz presidente da CPMI do INSS

Senador Carlos Viana celebra decisão de Davi Alcolumbre que validou sessão que determinou quebra de sigilos bancário e fiscal de Lulinha
Vicklin Moraes - sbt
O senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente da CPMI do INSS, comemorou nesta terça-feira (3) a decisão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que considerou válida a sessão da comissão que aprovou a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fabio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Em coletiva, Viana afirmou que a votação seguiu o regimento interno. “O painel é quem determina a presença dos parlamentares”, declarou. Segundo ele, 31 integrantes registraram presença na sessão.

O senador rebateu críticas da base governista, que questionou a condução da votação.

"Se a base queria agir buscando votos em bloco para derrubar todas as votações, deveria ter observado o que o regimento diz em relação à maioria dos presentes”, afirmou. Ele acrescentou que a comissão não fará distinções na análise de requerimentos. “Seja parente de gente importante, banqueiro ou qualquer outro nome, a CPMI não vai blindar ninguém.”

A comissão investiga suspeitas de fraudes relacionadas a descontos associativos ilegais em aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social.

Prorrogação e possível ida ao STF
Viana informou que conversou com Davi Alcolumbre sobre a prorrogação da CPMI, mas que ainda não houve decisão. Segundo ele, apresentou argumentos sobre a necessidade de mais tempo para analisar documentos e ouvir depoimentos.

“Vou aguardar mais alguns dias. Minha decisão era entrar com mandado de segurança já nesta quarta-feira, mas vou esperar uma resposta definitiva”, disse. Ele afirmou que recorrer ao Supremo Tribunal Federal não é sua preferência, mas não descartou a possibilidade.

De acordo com o senador, o regimento prevê que, após a coleta das assinaturas necessárias, o requerimento de prorrogação deve ser lido pelo presidente do Congresso para produzir efeitos. Viana afirmou que, até o momento, o pedido não consta oficialmente para leitura.

Na decisão que manteve a derrubada de sigilos de Lulinha, Alcolumbre argumentou que as decisões de CPIs devem ser respeitadas e a intervenção da Presidência do Senado só ocorre em situações excepcionais, quando há violação evidente das normas.

Na semana passada, a CPMI do INSS aprovou a quebra de sigilos bancário e fiscal de Lulinha por suspeita de envolvimento nas fraudes via descontos associativos ilegais em aposentadorias e pensões. Durante a votação, a transmissão ao vivo da sessão foi interrompida após parlamentares governistas protestarem contra aprovação em globo de todos os 87 requerimentos colocados em pauta.

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