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quarta-feira, 4 de março de 2026

Justiça nega direito à polilaminina, mas idoso consegue na Anvisa e recebe a dose a tempo

Rinaldo de Oliveira - SNB
Depois de muita luta na justiça e no hospital, o idoso João Luiz, de 70 anos, conseguiu receber a dose da polilaminina em Curitiba (PR). 
- Foto: reprodução/Instagram
Foi uma longa batalha na justiça e no hospital, mas o seu João Luiz Miqueline, um idoso de 70 anos, conseguiu receber a dose da polilaminina em Curitiba (PR), nesta terça, 3 de março. Ele perdeu os movimentos do corpo depois de levar uma queda de quase 4 metros de altura, há dois meses, quando ficou paraplégico.

A família, que já tinha ouvido falar da polilaminina na imprensa, correu para que o seu João Luiz tivesse acesso ao remédio, dentro da janela biológica ideal indicada pelos pesquisadores que é de até 72 horas, chegando a 90 dias.

“Quando a filha dele chegou até nós, o cenário era difícil. Ele já estava de alta, fora do hospital, e o caminho jurídico parecia impossível. Foram quase 60 dias de luta. Judicializações negadas. Decisões postergadas. Juiz, desembargador… portas fechadas”, contou na legenda do vídeo o Mitter Mayer, que coordena o grupo de trabalho da polilaminina no Espírito Santo, com supervisão da Dra. Tatiana Sampaio, a bióloga da UFRJ criadora do tratamento.

Justiça negou, Anvisa liberou
Mitter explicou que na época em que a família pediu o remédio pela primeira vez ainda era na época da judicialização.

“[A família] Judicializou e o juiz da primeira instância disse que não era com ele. Despachou para outro juiz e o outro juiz também disse que não era com ele. Devolveu para o outro. O outro negou. Depois foi para a segunda instância, para o desembargador. Aí [o judiciário] entrou recesso, entrou no plantão, ninguém julgava e por final eles foram lá e negaram”, contou Mitter em entrevista ao Só Notícia Boa.

O Seu João Luiz só conseguiu acesso ao remédio quando a Anvisa pacificou a questão do uso administrativo. “A gente conseguiu dar entrada direto, mesmo com a decisão negativa da justiça e a Anvisa foi lá e autorizou”, lembrou Mitter. Mais no sonoticiaboa

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