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domingo, 29 de março de 2026

Jornalistas morrem em ataque de Israel ao Líbano

Presidência libanesa classificou ataque como "crime flagrante"
Carro destruído dos jornalistas libaneses Fatima Ftouni (repórter da Al Mayadeen), Mohammed Ftouni (cinegrafista) e Ali Shaib (repórter da Al Manar), mortos em um ataque israelense em Jezzine, no sul do Líbano • 28 de março de 2026 - REUTERS/Ali Hankir

Um repórter libanês que trabalhava para uma rede de televisão pertencente ao Hezbollah estava entre os três jornalistas mortos em um ataque israelense no Líbano.

A emissora Al Manar, pertencente ao Hezbollah, informou que seu jornalista Ali Shuaib foi morto em um ataque israelense contra o veículo em que ele estava.

Os militares israelenses acusaram Shuaib de ser "um terrorista" que operava "disfarçado de jornalista" e que estava revelando a localização de soldados israelenses no sul do Líbano.

Na reportagem anunciando a morte de Shuaib, a Al-Manar o chamou de "ícone da mídia de resistência".

Em Jezzine, no sul do Líbano, neste sábado, são vistos os equipamentos destruídos dos jornalistas mortos em um ataque direcionado de Israel, em meio à escalada das hostilidades entre Israel e o Hezbollah • Ali Hankir/Reuters

Outros dois jornalistas, Fatma e Mohamed Ftouni, também foram mortos no ataque israelense, informou o canal Al Mayadeen, pró-Irã e ligado ao Hezbollah. A presidência libanesa classificou o ataque como um "crime flagrante".

“Mais uma vez, a agressão israelense viola as regras mais básicas do direito internacional, do direito internacional humanitário e das leis da guerra, ao atacar jornalistas, que são, em última análise, civis exercendo uma função profissional”, publicou a presidência no X.

A declaração israelense não mencionou os outros dois jornalistas mortos.

Israel realiza uma ofensiva crescente contra o Hezbollah, aliado do Irã, no sul do Líbano. A acusação contra Shuaib ecoa as alegações que Israel tem feito contra jornalistas palestinos mortos enquanto trabalhavam em Gaza.

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