O Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos divulgou, nesta segunda-feira (02/02), orientação para que cidadãos norte-americanos deixem imediatamente 14 países do Oriente Médio diante da deterioração do cenário de segurança regional. A medida ocorre após a intensificação do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. Com informações de Metrópoles.
Em publicação na rede social X, a secretária de Estado adjunta Mora Namdar afirmou que a recomendação se baseia em “sérios riscos à segurança” e orientou a utilização de voos comerciais ainda disponíveis para a saída imediata.
A lista inclui: Bahrein, Egito, Irã, Iraque, Israel, Jordânia, Kuwait, Líbano, Omã, Catar, Arábia Saudita, Síria, Emirados Árabes Unidos e Iêmen. O comunicado também menciona a Cisjordânia e a Faixa de Gaza.
A recomendação ocorre após ofensiva coordenada por Washington e Tel Aviv que, segundo autoridades envolvidas, teve como alvo estruturas estratégicas em território iraniano, incluindo áreas de Teerã. Em resposta, o Irã lançou ataques contra bases militares norte-americanas na região, inclusive instalações da 5ª Frota da Marinha dos EUA, sediada em Manama, no Bahrein.
O saldo preliminar indica centenas de mortos e feridos em diferentes países. A mídia estatal iraniana aponta ao menos 200 mortes e mais de 700 feridos em decorrência da ofensiva inicial. Em Israel, autoridades confirmaram vítimas após bombardeio contra prédio residencial. Os Estados Unidos também registraram baixas militares, incluindo mortes de soldados em ataques no Golfo Pérsico.
Os confrontos atingiram, direta ou indiretamente, ao menos nove países da região, ampliando o risco de desestabilização regional. Em pronunciamento, o presidente norte-americano afirmou que novas ações poderão ocorrer, sinalizando a possibilidade de prolongamento do conflito.
A comunidade internacional acompanha a escalada com preocupação, diante do potencial impacto humanitário e geopolítico em uma das regiões mais sensíveis do planeta.

Nenhum comentário:
Postar um comentário