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quarta-feira, 11 de março de 2026

Cristian Ribera conquista primeira medalha do Brasil em Paralimpíadas de Inverno; Aline Rocha também fez história no sprint sentado

Eduarda Farias
Cristian Ribera entrou para a história do esporte paralímpico brasileiro / Alessandra Cabral/CPB
O esporte brasileiro escreveu um capítulo eterno na neve de Tesero, na Itália, nesta terça-feira (10). Cristian Ribera conquistou a medalha de prata no sprint sentado do esqui cross-country, garantindo o primeiro pódio do país na história das Paralimpíadas de Inverno.

O atleta de 23 anos, que liderou a prova até a reta final, terminou com o tempo de 2min29s6, sendo superado apenas pelo chinês Liu Zixu (2min28s9). O bronze ficou com o cazaque Yerbol Khamitov.

"Só quero agradecer ao meu time e à minha família. Queria o ouro, mas foi por muito pouco. É um sonho realizado e agora a próxima meta é o lugar mais alto do pódio", comemorou o medalhista após a cerimônia.

Ribera chegou aos Jogos de Milão-Cortina 2026 como a principal esperança da delegação, ostentando o título de campeão mundial e o Globo de Cristal da última temporada. O resultado coroa uma trajetória de superação do rondoniense, que nasceu com artrogripose, uma doença congênita das articulações das extremidades e já passou por 21 cirurgias desde que iniciou tratamento aos três meses de vida.

Marca inédita entre as mulheres
Aline Rocha, de 35 anos, também fez história ao terminar na 5ª colocação na final do sprint sentado feminino. Com o resultado, ela superou a própria marca anterior (7º lugar em Pequim 2022) e estabeleceu o novo recorde de melhor desempenho de uma brasileira em Jogos de Inverno.
Aline Rocha garante recorde feminino nas Paralimpíadas / Alessandra Cabral/CPB
Aline chegou a lutar pelo bronze durante a descida, mas foi ultrapassada nos metros finais pela chinesa Shiyu Wang e pela alemã Andrea Eskau. A paratleta, que iniciou a carreira esportiva no atletismo ao lado de Ribera, não escondeu a emoção pelo feito duplo do país.

"É uma honra ver essa conquista do Cristian, ele é meu herói. Espero que esse resultado incentive mais mulheres a conhecerem o esporte e entenderem que podem fazer o que quiserem", destacou a atleta.

O ouro da prova feminina ficou com a lenda americana Oksana Masters, seguida pela sul-coreana Yunji Kim. Mais no flashscore

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