Relatório apresentado pelo deputado Alfredo Gaspar liga 212 pessoas e 4 empresas ao esquema de fraudes

Ighor Nóbrega
O relatório da CPMI do INSS, apresentado pelo deputado Alfredo Gaspar (União Brasil-AL) nesta sexta-feira (27), pede o indiciamento de 212 pessoas e 4 empresas. Os alvos estariam ligados ao esquema de fraudes na instituição, que desviou ilegalmente R$ 6,3 bilhões em benefícios de aposentados e pensionistas.
A lista de indiciamentos inclui Fábio Lula da Silva, o "Lulinha", um dos filhos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A ele são imputados quatro crimes: tráfico de influência, lavagem ou ocultação de bens, direitos e valores, organização criminosa e corrupção passiva. O relatório aponta a conexão de Lulinha com Antônio Carlos Camilo Antunes, o "Careca do INSS", também com pedido de indiciamento.
Outros nomes são o do senador Weverton Rocha (PDT-MA), da deputada federal Maria Gorete Pereira (MDB-CE) e do deputado federal licenciado Euklides Petterson (Republicanos-MG).
Daniel Vorcaro é citado como pessoa jurídica na condição de dono do antigo Banco Master.
Veja algumas pessoas que tiveram indiciamento pedido pelo relator:
Adroaldo da Cunha, ex-secretário-executivo da Previdência;
Alessandro Stefanutto, ex-presidente do INSS no governo Lula;
Carlos Lupi, presidente do PDT e ex-ministro da Previdência do Lula;
Danielle Miranda Fonteles, ex publicitária do PT;
Edson Cunha de Araújo, deputado estadual pelo Maranhão (PSB);
Guilherme Serrano, ex-presidente do INSS no governo Bolsonaro;
José Carlos Oliveira, ex-ministro do Trabalho de Bolsonaro e ex-presidente do INSS;
Leonardo Rolim, ex-presidente do INSS no governo Bolsonaro;
Nelson Wilians e Anne Carolline Willians, advogados;
Roberta Luschinger, advogada e amiga de Lulinha.
Sarney Filho, ex-ministro do Meio Ambiente de Temer.
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